14 de dezembro de 2011
Reflexões no Espelho
13 de dezembro de 2011
O que é RPG e o que é GNS?
- Gamismo: Aqui enfase no Game (jogo) não poderia ser mais explícita. Neste tipo de jogo o prinicipal objetivo é competir. O objetivo que determina a vitória em cada determinado contexto varia (quem mata mais monstros, quem acumula mais XP, mais POs, quem faz mais aliados, etc), mas o que importa é o prazer da competição, de ver quem no final “leva a melhor” sobre os demais jogadores.
- Narrativismo: Definido por Edwards pela expressão “História Já”. Aqui a enfase é na produção coletiva de acontecimentos dramáticos. O objetivo é criar situações que, ao produzirem drama (neste contexto dizer drama equivale a conflito), avançam a história. A enfase ao realismo ou à coerência ao cenário é deixada de lado em nome do avanço da história.
- Simulacionismo: “O direito de sonhar”. A agenda criativa é pautada pelo texto descritivo. O mais importante é descrever, explorar e simular um cenário. Por exemplo: descrever perfeitamente o sentido de decadencia e estagnação de um cenário Gótico-Punk em um cenário em que vampiros, em sua sociedade feudal e hierárquica, governam o mundo a partir das sombras. A enfase desse jogo seria criar situações que confirmassem esses temas e climas. Nesse contexto um vampiro jovem (“neófito”) não teria a menor chance contra um vampiro “ancião”, pois isso não concorda com a premissa do cenário. A premissa do cenário tende sempre a prevalecer.
20 de setembro de 2011
Do Outro Lado da Mesa
2 de agosto de 2011
RPG e Suas Bases
5 de julho de 2011
Fantasia Medieval vs. Monges
RPG de Ficção Científica
- O Império: Um governo, empresa, ou a sociedade que utiliza e é afetada pelo avanço tecnológico existente. Este império pode ser repressor, no qual se enquadram cenários distópicos como (1984, Shadowrunner, Cyberpunk 2020, Warhammer 40k, Paranóia), ou utópicos ( 3:16 Carnificina nas Estrelas, Admirável Mundo Novo, entre outros);
- O Outro: representado por um ser diferente do homem, como alienígenas, humanos geneticamente modificados, robôs, inteligências artificiais.
- A Ciência Extrapolativa: uma ficção justificada pela ciência, uma extrapolação da capacidade atual da ciência.
- Paranoia
- Cyberpunk 2020
- 3:16 Carnificina nas Estrelas
- Millenia
- Invasão (Daemon)
- Abismo Infinito
- Spell Jammer
- Traveller
- Eclipse Phase
28 de junho de 2011
Mulheres e RPG
- O que as mulheres mais gostam de fazer?
- Por que elas “não tem dado certo no RPG”? ( Morrem com facilidade )
- É mais que óbvio. Gostam ( gostamos u.u ) de falar, falar e falar sem parar. É... tagarelas mesmo. Mulheres não gostam muito de porradas e coisas do gênero (no geral). Mulheres gostam de provar o seu devido valor através de desafios que a façam raciocinar.
- Eu creio que, pelo que sei e já vi, uma grande parte dos mestres gostam e narram muita ação. Claro! Isso é necessário, independente do RPG ou sistema. Mas nos casos das mulheres, seria interessante fazer com que elas pensassem e interpretassem bem o personagem, usufruindo de cada vantagem, desvantagem, etc. E já que uma boa parcela dos mestres narram esse tipo de “mesa violenta”, mulheres não se saem bem interpretando isso e acabam morrendo em combates.
8 de maio de 2011
A Estrada [Comentários]
Ontem tive a oportunidade de assistir ao filme A Estrada (The Road, 2009) com Viggo Mortensen (Trilogia O Senhor dos Anéis) e Kodi Smit-McPhee.
SINOPSE: "O mundo foi destruído há mais de 10 anos, mas ninguém sabe o que exatamente aconteceu. Como resultado, não há energia, vegetação ou comida. Milhões de pessoas morreram, devido aos incêndios, inundações ou queimadas que se seguiram ao cataclisma. Neste contexto vivem um pai (Viggo Mortensen) e seu filho (Kodi Smit-McPhee), que sobrevivem de quaisquer alimento e vestuário que conseguem roubar. Apesar dos contratempos, eles seguem viagem pela estrada, sempre rumo ao oeste dos Estados Unidos" - Adoro Cinema.
A temática do filme é a manjada situação apocalíptica após um evento catastrófico mundial. Todavia, o forte do filme não é explorar o clima caótico estabelecido, e sim os conflitos, necessidades e reflexões que o pai e o filho enfrentam nesse mundo para sobreviver.
O filme realmente não explica muito o que causou o "apocalipse", todavia seus efeitos são bem explicitados no filme. Terras inférteis, animais mortos, vegetação falecendo por todos os lados, terremotos constantes e, o pior, os conflitos de sobrevivência entre os sobreviventes, com direito a canibalismo para saciar a fome.
No meio dessa situação caótica o pai e o filho (em nenhum momento o filme apresenta os nomes dos protagonistas) nutrem a esperança de encontrar um lugar seguro e com comida seguindo pelas estradas norte americanas em direção ao sul. A máxima de acreditar e ter fé que deva existir um lugar melhor para se estar nesse, por assim dizer, "purgatório".
Durante toda a viagem, o show do filme são os conflitos de humanidade que o pai e o filho enfrentam, principalmente quando se trata de sobrevivência acima de tudo.
Desacreditado da humanidade das pessoas que encontra pelo caminho e sofrido pela perda de sua esposa amada que, por não aguentar mais a sobrevida estabelecida no mundo, desistiu da vida e da família e partiu durante uma noite qualquer rumo ao seu fim certo, o pai protege a todo custo sua única razão de viver, seu filho.
O filho, nascido durante esse estado apocalíptico, carrega consigo a inocência infantil e sofre com os atos de sobrevivência que seu pai precisa realizar.
Portanto, muitos conflitos surgem entre o pai e o filho, dando espaço para o bom trabalho dos atores e o filme explorar o clima de pavor do futuro incerto e da regressão da humanidade.
Confesso ter me sentido por várias vezes incomodado com as situações enfrentadas pelos protagonistas, pensando por várias vezes no meu filho de um pouco mais de um ano. O que me leva a concluir que o filme cumpre seu objetivo de envolve aqueles que o assistem com maestria.
Mas vocês devem estar se perguntando: o que isso tudo tem haver com RPG? Eu respondo.
Esse cenário de A Estrada é perfeito para ser aplicado o sistema de Terra Devastada, criado pelo John Bogéa e a turma da A Casa de Plástico. Principalmente no que tange ao pavor que vai, dia após dia, se entranhando nos corações dos sobreviventes. Ou seja, fiquei morrendo de vontade de narrar uma mesa usando como cenário o mundo pós apocalíptico de A Estrada.
Contudo, não me furtei de trazer minhas impressões do filme e dizer que eu o recomendo para vocês assistirem. Não só como um excelente entretenimento e inspiração para aventuras de RPG, mas também trazer à reflexão do quanto a humanidade pode se deteriorar quando o caos se estabelece.
18 de abril de 2011
O RPG Está Morrendo?

Esse fim de semana, mais precisamente dia 16, ocorreu o evento na Saraiva e durante as discussões uma questão foi levantada: O RPG está morrendo? Isto prontamente me fez pensar nessa postagem e eis.
Acredito que para responder a esta pergunta, devemos analisar um contexto bem mais profundo e lançar um olhar sobre as novas gerações que se levantam.
Primeiramente vamos retornar ao fim da década de 90, período este que foi considerado por muitos (e por mim mesmo) o auge do RPG, ou pelo menos o auge midiático que se dava ao mesmo. Foi um período em que o RPG ficou conhecido e se espalhou pelo Brasil com uma velocidade sem igual; em todos os locais existiam jovens das mais variadas idades jogando, aprendendo e compartilhando a amizade de estar em um grupo de RPG; foi um período em que os mais variados projetos surgiram no Brasil e no mundo, em fim, foi o auge.
Os que defendem a idéia de que o RPG está morrendo alegam entre outras coisas que todos esses eventos listados acima estão sumindo ou já sumiram; alegam que já não existe mídia sobre o RPG, ou mesmo que os que fizeram escola já estão crescidos e não se empolgam mais em jogar. Atualmente inclusive um novo “inimigo” surgiu, os jogos de computador, dizem alguns, vieram apara roubar os jogos de livros e dados.
Vamos agora fazer uma análise mais apurada de cada um desses fatos; comecemos com o desaparecimento dos grupos de RPG que outrora estavam em quase todos os lugares da cidade, esses grupos continuam surgindo sim, o que acontece é que esses mesmos grupos não estão mais tão na “mídia” como antes. Já quanto ao fato de antigos jogadores estarem crescendo e abandonando o jogo, eu pessoalmente discordo veementemente, uma vez que entendo que quem realmente gosta de RPG, uma hora ou outra, mesmo com os afazeres do dia a dia, acabam por arranjar um tempo, pessoas e lugar para jogar.
A grande questão que se levanta é: os jogos virtuais, roubaram ou não o publico RPGístico? Na minha concepção, não. Se você, narrador ou jogador, sabe usar isso como uma ferramenta, muito pelo contrário, atrai cada vez mais adeptos ao RPG, uma vez que populariza o termo e massifica cada vez mais os jogos.
Hoje em dia, eu considero o RPG dividido em duas vertentes, uma formada por jogadores que eu chamarei de “profissional”, tendo mais de 10 anos de jogo, seja como jogador ou como narrador e uma formada por “aspirantes”, formada por jogadores com 5 anos ou menos de jogo. Acredito que o papel desses profissionais é mais do que nunca, dar suporte a essa geração que está surgindo, fazer valer o seu passado como jogador.
Acredito sim que o RPG não está morrendo, mas está sim se reinventando, se adaptando aos tempos modernos, a uma nova geração que está surgindo e que entende que jogo bom é feito TAMBÉM pelo computador. Vi isso nesse encontro, onde um grupo de crianças participou ativamente do evento e puderam até mesmo jogar em uma das mesas (estavam devidamente acompanhados de responsável); é uma geração que veio para ficar, é uma geração que não vê problema em não se encontrar nos fins de semana com os amigos para jogar, pois faz isso todos os dias pela internet.
O RPG nunca vai morrer, por que existe mesmo antes de ter sido criado oficialmente, quando crianças brincam de interpretar personagens, brincam de policia e bandido, ou seja, lá do que for. Existe antes da nossa geração (me incluo nisso por que tenho tempo de jogo suficiente para ter visto o RPG no Brasil surgindo) e vai continuar a existir depois dela.







