Sábado, 16 de Julho de 2011 para mim um dos dias que vai entrar para a história do RPG Pará.
Nesse dia houve mais um evento do nosso estimado Blog com a participação de mais ou menos 50 pessoas; tema: Forgotten Realms.
Não posso começar essa matéria sem falar do óbvio: o palestrante, Yuri. Nunca antes na história desse blog tinha visto alguém com tamanho domínio do assunto quanto o mesmo, afinal de contas, tendo uma campanha que dura já a mais de uma década, não se poderia esperar menos de alguém que já está no seu Pós – Doc no assunto. Mais uma vez, meus parabéns; ganha você, ganhamos nós.
Seguindo com o texto; o evento continuou como manda a programação, seguindo o seu ritmo natural, o que é devidamente esperado até o inicio das mesas, foi aí que tudo mudou.
A mesa era onde Raga narrava e contava como uma partida para iniciantes, eu de longe somente observava, até que tudo mudou e fui chamado para substituir um dos participantes que teve que se ausentar, foi aí que descobri o que é o Sistema Interpreta.
O que pude observar foi o surgimento de uma escolinha de narradores onde dependendo do número que o dado apontava o próprio jogador ou outro da mesa descreveriam o evento ocorrido, ou seja, uma mesa onde todos eram jogadores e narradores ao mesmo tempo e o que mais valia era a interpretação.
Fiquei boquiaberto com o que vi; fichas que em nada lembravam as fichas técnicas que temos em todos os outros sistemas e sim pareciam mais uma espécie de prelúdio resumido do personagem, o que tornava fácil a manipulação por parte do jogador iniciante; o narrador fazia-se presente, mas era mais uma espécie de juiz do que propriamente um narrador já que os próprios jogadores narravam e criavam os acontecimentos o que tornava a dinâmica do jogo rápida e extremamente divertida; e o que dizer das ações, eram tão rápidas que obedeciam ao que a maioria dos sistemas manda: uma ação, três segundos.
E por que chamar de Escola de Narradores? Por que para mim é isso que representou a mesa e representa o sistema e pode ser provada pela participação dos jogadores onde eu destacaria a participante Letícia Cristina em especial. Ao conversar com ela, perguntei se já havia jogado RPG antes no que obtive uma negativa, mas o que vi foi alguém que soube aproveitar o que o sistema tem a oferecer e jogava e narrava com uma desenvoltura imaginativa que em nada lembrava uma neófita em RPG e sei que ela também gostou muito, pois deveria ter ido embora às 18h e, no entanto saiu de lá no fim da mesa umas 20: 30h, pois não conseguia não jogar, fato esse comprovado pelo seu depoimento devidamente colhido pelo mestre ao fim da mesa, que segue:
“Para um sistema iniciante, possui o ponto certo. Sendo de fácil compreensão e entendimento e exercitando a criatividade, o que é incrível.” Letícia Cristina
Passei a maior parte da mesa calado, só jogando o dado (o que para falar a verdade em nada me ajudou, pois era um Bárbaro anão e a única coisa que consegui foi perder o machado que segurava O.o) e fazendo o que realmente queria, observar; o que pude ver foi isso, um sistema que funciona, fácil, rápido e que cumpre bem seu papel, ensina o que é RPG na mais pura acepção da palavra: JOGO DE INTERPRETAÇÃO DE PAPEIS.
Ao final do evento, fomos confraternizar no posto da Doca, Ragabash, John e eu e entre outras coisas, parabenizamos o grande inventor desse sistema: Rodrigo Ragabash que mais uma vez, tem uma grande sacada para contribuir com o RPG, mostrando como pode ser fácil, divertido e responsável e acima de tudo, contribuindo para a formação dessa nova geração de RPGistas que estão chegando e que querem aprender. Havia surgido a sugestão de que o autor supracitado deveria escrever o módulo básico do sistema o que nos levou a rir muito quando se chegou à conclusão de que não teria mais que duas páginas: uma capa e a outra o texto com as duas regras do sistema (uma regra de jogada do dado e uma da interpretação).
Parabéns Raga é assim que se faz, visionários sem medo. Pessoal, vamos lá, vamos ajudá-lo a por esse Sistema em prática, vamos testá-lo e complementá-lo, sei que o Sr. Raga está aceitando sugestões.
Proponho que a partir de agora em diante, cada novo evento nosso tenha sempre uma mesa voltada para esse sistema de iniciantes, pois sua facilidade faz com que se adapte bem a qualquer cenário e qualquer sistema.
Segue agora os comentários dos outros participantes da mesa:
“A criatividade manda no jogo, enquanto a batalha/trama continua, nem percebemos o tempo passar” Frank Furtado
“Sistema ótimo para iniciantes. Utiliza maior interpretação” John “Lasonbra”
“Gostei muito do sistema e para mim, principalmente, caiu muito bem. Espero que continuem com o trabalho” Jonatan Belmont
Proponho também que os narradores devam pegar o depoimento dos seus jogadores ao fim da mesa, isso nos nortearia mais e melhor.
Minha impressão final: ganha eu, ganha você, mas acima de tudo, ganha o RPG ao demonstrar que o objetivo do RPG Pará está sendo alcançado, divulgar o RPG.
