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21 de julho de 2011

Nasce uma nova Escola: SISTEMA INTERPRETA

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Sábado, 16 de Julho de 2011 para mim um dos dias que vai entrar para a história do RPG Pará.

Nesse dia houve mais um evento do nosso estimado Blog com a participação de mais ou menos 50 pessoas; tema: Forgotten Realms.

Não posso começar essa matéria sem falar do óbvio: o palestrante, Yuri. Nunca antes na história desse blog tinha visto alguém com tamanho domínio do assunto quanto o mesmo, afinal de contas, tendo uma campanha que dura já a mais de uma década, não se poderia esperar menos de alguém que já está no seu Pós – Doc no assunto. Mais uma vez, meus parabéns; ganha você, ganhamos nós.

Seguindo com o texto; o evento continuou como manda a programação, seguindo o seu ritmo natural, o que é devidamente esperado até o inicio das mesas, foi aí que tudo mudou.

A mesa era onde Raga narrava e contava como uma partida para iniciantes, eu de longe somente observava, até que tudo mudou e fui chamado para substituir um dos participantes que teve que se ausentar, foi aí que descobri o que é o Sistema Interpreta.

O que pude observar foi o surgimento de uma escolinha de narradores onde dependendo do número que o dado apontava o próprio jogador ou outro da mesa descreveriam o evento ocorrido, ou seja, uma mesa onde todos eram jogadores e narradores ao mesmo tempo e o que mais valia era a interpretação.

Fiquei boquiaberto com o que vi; fichas que em nada lembravam as fichas técnicas que temos em todos os outros sistemas e sim pareciam mais uma espécie de prelúdio resumido do personagem, o que tornava fácil a manipulação por parte do jogador iniciante; o narrador fazia-se presente, mas era mais uma espécie de juiz do que propriamente um narrador já que os próprios jogadores narravam e criavam os acontecimentos o que tornava a dinâmica do jogo rápida e extremamente divertida; e o que dizer das ações, eram tão rápidas que obedeciam ao que a maioria dos sistemas manda: uma ação, três segundos.

E por que chamar de Escola de Narradores? Por que para mim é isso que representou a mesa e representa o sistema e pode ser provada pela participação dos jogadores onde eu destacaria a participante Letícia Cristina em especial. Ao conversar com ela, perguntei se já havia jogado RPG antes no que obtive uma negativa, mas o que vi foi alguém que soube aproveitar o que o sistema tem a oferecer e jogava e narrava com uma desenvoltura imaginativa que em nada lembrava uma neófita em RPG e sei que ela também gostou muito, pois deveria ter ido embora às 18h e, no entanto saiu de lá no fim da mesa umas 20: 30h, pois não conseguia não jogar, fato esse comprovado pelo seu depoimento devidamente colhido pelo mestre ao fim da mesa, que segue:

“Para um sistema iniciante, possui o ponto certo. Sendo de fácil compreensão e entendimento e exercitando a criatividade, o que é incrível.” Letícia Cristina

Passei a maior parte da mesa calado, só jogando o dado (o que para falar a verdade em nada me ajudou, pois era um Bárbaro anão e a única coisa que consegui foi perder o machado que segurava O.o) e fazendo o que realmente queria, observar; o que pude ver foi isso, um sistema que funciona, fácil, rápido e que cumpre bem seu papel, ensina o que é RPG na mais pura acepção da palavra: JOGO DE INTERPRETAÇÃO DE PAPEIS.

Ao final do evento, fomos confraternizar no posto da Doca, Ragabash, John e eu e entre outras coisas, parabenizamos o grande inventor desse sistema: Rodrigo Ragabash que mais uma vez, tem uma grande sacada para contribuir com o RPG, mostrando como pode ser fácil, divertido e responsável e acima de tudo, contribuindo para a formação dessa nova geração de RPGistas que estão chegando e que querem aprender. Havia surgido a sugestão de que o autor supracitado deveria escrever o módulo básico do sistema o que nos levou a rir muito quando se chegou à conclusão de que não teria mais que duas páginas: uma capa e a outra o texto com as duas regras do sistema (uma regra de jogada do dado e uma da interpretação).

Parabéns Raga é assim que se faz, visionários sem medo. Pessoal, vamos lá, vamos ajudá-lo a por esse Sistema em prática, vamos testá-lo e complementá-lo, sei que o Sr. Raga está aceitando sugestões.

Proponho que a partir de agora em diante, cada novo evento nosso tenha sempre uma mesa voltada para esse sistema de iniciantes, pois sua facilidade faz com que se adapte bem a qualquer cenário e qualquer sistema.

Segue agora os comentários dos outros participantes da mesa:

“A criatividade manda no jogo, enquanto a batalha/trama continua, nem percebemos o tempo passar” Frank Furtado

“Sistema ótimo para iniciantes. Utiliza maior interpretação” John “Lasonbra”

“Gostei muito do sistema e para mim, principalmente, caiu muito bem. Espero que continuem com o trabalho” Jonatan Belmont

Proponho também que os narradores devam pegar o depoimento dos seus jogadores ao fim da mesa, isso nos nortearia mais e melhor.

Minha impressão final: ganha eu, ganha você, mas acima de tudo, ganha o RPG ao demonstrar que o objetivo do RPG Pará está sendo alcançado, divulgar o RPG.

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2 de junho de 2011

Xuxa e o RPG

4 comentários

Assim que vi isso, corri para escrever essas humildes palavras...

Dia desses estava eu, RPGista convicto, humilde narrador vagando como um verdadeiro zumbi (sic) pela internet as 3h da madruga e entre sites e sites eis que me deparo com algo que me deixou estarrecido; que se não fosse trágico seria cômico ou vice-versa.

Eis: um vídeo da nossa amada “rainha” dos baixinhos explicando o que é o RPG; contando um pouco da história e o que é mais impressionante, falando bem do jogo.

A quase todos os que lerem essas linhas, crescemos assistindo a nossa amada loira cantando ilarilariê e pulando com aquela minissaia com um monte de pimpolinhos ao redor, um verdadeiro sucesso de audiência. Junto com toda essa fama veio à boataria de que a nossa musa inspiradora era partícipe da banda do tinhoso, que suas músicas continham mensagens subliminares e secretas de apologia ao “coisa ruim” e que todos aqueles que comprassem seus LPs estariam vendendo suas almas, quanta imaginação!

Mas ai eis que surge uma questão no horizonte: um vídeo que se torna público, visto até esse exato momento em que escrevo essas linhas por 13366 pessoas, em que uma pessoa pública, que possui o passado que possui (e olha que eu nem falei “daquele” fatídico vídeo!) declara em alto e bom tom que RPG é uma coisa boa, faz um favor ou um desfavor para o nosso amado jogo?

Deixem-me explicar; favor quando pessoas que seguem a nossa apresentadora ao verem-na falando tão bem sobre RPG entendem que isso é de fato uma coisa educativa e que tudo isso que se fala por ai sobre o jogo, que incentiva a violência e afins não passa de boataria e de coisas de gente mal informada ou desfavor quando entendem que se até a Xuxa, devido à idade que já tem (sim, ela já está quase cinquentona!), para angariar uma maior audiência com o antigo público fala bem sobre o RPG é que com toda certeza isso não pode ser uma coisa boa. Claro, não nos esqueçamos que ainda existem aqueles que acreditam que RPG é coisa do capeta e que se ela, que tem parte com o próprio, está fazendo propaganda do jogo é por que no mínimo essa coisa de REPEGÊ (minha tia até hoje não consegue falar RPG) de fato é coisa de seres das trevas e RPGistas devem queimar no mármore do inferno (onde foi mesmo que eu ouvi isso?! O.o).

Bem, é isso. Aos que gostam dela fica o meu sincero pedido de desculpas, aos que não gostam da Maria (prenome da dita cuja) fica ai o meu aceno.

Não sei se postando isso fui eu quem fez um desfavor, mas achei que deveria compartilhar, deixo a vocês que lerem decidirem.

Até a próxima,

P.S.: “olhando pela janela em direção ao fim dos tempos... será o fim dos tempos? O.O”

P.S.: Ah sim! O vídeo eu preferi não postar aqui, mas segue o link para os que estiverem interessados em vê-lo:

http://www.youtube.com/watch?v=mYPbHZtuwpA

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