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19 de janeiro de 2012

Perfil do RPGista: Wendeel Picanço

2 comentários
Salve povo! Eis que surgiu, depois de um longo inverno, um RPGista disposto a participar de nosso quadro "Perfil do RPGista".

Vamos conhecer o entrevistado e o que ele pensa:

1) Qual o seu nome?

Wendeel Picanço Palheta


2) Você tem algum apelido? Caso sim, qual é?

Tenho o suficiente para não me lembrar da maioria, que variam muito de forma, intenção e apelação. Mas os mais conhecidos são “Picanço”, meu sobrenome, e “Wendy” uma forma “agueizada” de me chamar que sempre me persegue.

3) Qual sua data de nascimento?

01/09/1987.

4) Qual a sua naturalidade?

Paraense.

5) Em qual cidade você mora?

Em Belém, mas específico em Icoaraci, já que todos dizem que é outra cidade.

6) Qual a sua formação educacional e/ou profissional?

Sou graduando do Curso de Artes Visuais da UFPA. Amantes das artes que a escolhi como profissão.

7) Você joga RPG a quanto tempo?

Desde 1997, mas entendam que esse foi o ano que eu comecei a jogar.  Passaram-se anos que não joguei nada, nem mesmo RPG de computador, então diria que tenho uns 10 anos de RPG de fato.

8) Como você conheceu o RPG?

Conheci através do grupo do meu irmão que hoje não joga mais. Depois disso, através do mesmo mestre (Carlos “Anime” Brito) comecei jogar jogos em 3D&T que ambientavam animes, como: Pokémon, Hunter x Hunter e Dragon Bal Z. Nessa época eu estava na 5ª série e já estava viciado em RPG e ai aconteceram às mortes que envolveram o RPG. Pronto! A “Inquisição” se instalou em casa e fiquei uns 3 a 4 anos sem jogar.

9) Qual(is) o(s) seu(s) jogo(s) de RPG favorito(s)?

Diria que sou fã de sistemas. O último livro que eu comprei antes da “Inquisição em casa” foi Tormenta 3ª Ed. para Sistema Daemon, então passei anos lendo o mesmo livro, por isso com certeza esse é o meu sistema preferido. Adoro a forma que ele te possibilita a interpretação do personagem e a similaridade que ele possui com a realidade. Só depois que conheci os sistemas mais antigos como Storyteller e GURPS.  Então sou fã de muitas linhas desses sistemas.

Agora os mais atuais tenho gostado pouco com exceção do Storytelling que acho interessante. Porém D20 e D&D 4ª edição (que comprei e depois vendi quando acabei de ler) sou bem apático em relação aos seus produtos, pois após a aparição da OGL eu não pude mais comprar meus livros preferidos nas lojas de RPG de Belém, era só D20.

10) Qual o tipo de personagem que você mais gosta de interpretar?

Isso depende muito do tema da mesa. Como um amante da arte, para mim esta arte de interpretar é o mais importante no RPG.

Então normalmente tento me surpreender com variações de personagens, como por exemplo: um padre em WoD e um professor de História da Arte em GURPS horror.  Mas geralmente meus personagens caem no estereótipo do herói, o bom, justo e honroso.

11) O que você prefere ser: mestre ou jogador?

Acho que narrador é a melhor opção, apesar de não ter tido muitas oportunidades de narrar e ser ainda inexperiente. Mas adoro jogar, quando mestre é bom e nos obriga a interpretar, acho que é exatamente por isso que não gostei de D20 e de seu sucessor, pois para mim parece mais um jogo de xadrez do que um RPG.

12) Você está atualmente participando de alguma campanha?

Amém. Estou participando de uma campanha de Daemon cujo cenário é o Arkanum (Olha o sistema Daemon de novo). Começamos no final do ano passado, mas já está bem empolgante.

13) Você está participando de algum projeto ou trabalho voltado ao RPG?

Não. Infelizmente não tive muito tempo desde que entrei na faculdade, então deixei meus projetos e esboços para trás e me dediquei ao estudo. Mas penso em retomar a qualquer momento se assim o tempo permitir.

14) Qual sua opinião sobre o cenário do RPG no Pará?

No começo achava que o RPG no Pará era o pior de todo o país até conhecer o RPG Pará e ver que ainda existem muito jogadores nesse estado tentando fazer alguma coisa por esse magnífico jogo.  Os jogadores ainda tentam manter o nosso hobbie na ativa, mas acho que o mercado de vendas de materiais ainda é muito fraco, dificilmente encontro livros e quando encontro é só D&D, então para mim isso é o que mais me desmotiva aqui no Pará.

15) Você gostaria de deixar algum recado para os RPGistas?

Não desistam de seus jogos preferidos, não porque um ou outro não estão mais jogando esse jogo, ou por que o próprio cenário teve seu fim, ou porque ele foi ultrapassado que vocês devem parar de jogar. Não se juntem ao modismo a não ser que ele realmente seja digno de ser valorizado. Não deixe que as empresas que vendem esses materiais para RPG ditem o que você pode ou não ter, corra atrás em lojas antigas, lojas na internet ou até mesmo baixe e-books na interne. Mantenha-se na luta, pois um dia quem sabe ele não pode voltar e lhe fazer feliz com novos produtos.

E principalmente continuem lendo esse Blog!

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ATENÇÃO!!!

Estamos procurando por RPGistas Paraenses (residentes ou não no estado) ou RPGistas de outros estados ou nações residentes ou que já residiram no Estado do Pará, que queiram participar do Perfil do RPGista. Para participar basta enviar um e-mail para rpgpara@hotmail.com respondendo as respostas das 15 perguntas frequentemente usadas nas entrevistas e anexar uma foto do RPGista.
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3 de fevereiro de 2010

Perfil do RPGista: Bruno "Scarlet"

4 comentários

Salve povo! Hoje é dia de Perfil do RPGista. Vamos conhecer o RPGista entrevistado e o que ela pensa.

1) Qual o seu nome?

Jonnathan Sena.

2) Você tem algum apelido? Caso sim, qual é?

Quase todo mundo me chama de John, mas também sou conhecido por Scarlet.

3) Qual sua data de nascimento?

30/10/1985.

4) Qual a sua naturalidade?

Pará.

5) Em qual cidade você mora?

Belém.

6) Qual a sua formação educacional e/ou profissional?

Educacional: estudante de arquitetura e profissional: servidor público.

7) Você joga RPG há quanto tempo?

Há cinco anos, por ai!

8) Como você conheceu o RPG?

Conheci através de um primo que jogava com um grupo de amigos, lá em abaetetuba.

9) Qual (is) o(s) seu(s) jogo(s) de RPG favorito(s)?

Me fascino por qualquer estilo ambientado em fantasia medieval, mas também curto super heróis.

10) Qual o tipo de personagem que você mais gosta de interpretar?

Magos, feiticeiros ou clérigos... Encaixo-me pela magia...

11) O que você prefere ser: mestre ou jogador?

Jogador.

12) Você está atualmente participando de alguma campanha? Caso sim, qual é?

Sim. Jogo na mesa de X-men.

13) Você está participando de algum projeto ou trabalho voltado ao RPG?

Nada em específico no momento.

14) Qual sua opinião sobre o cenário do RPG no Pará?

Meio desgastado, sem muita atenção, pelo menos quando falamos do RPG original, aquele que reuni pessoas e preenchesse planilhas e jogam-se dados. Porque sinto que ele está perdendo, aos poucos, espaço para os jogos de internet estilo MMO-RPG.
Com a comodidade que os títulos eletrônicos oferecem. Você não precisa mais esquentar a cabeça em não poder jogar a campanha porque metade da mesa não pode comparecer ao jogo.

15) Você gostaria de deixar algum recado para os RPGistas?

Saiam da frente desse computador pelo menos alguns instantes e valorizem o contato social. RPG também é cultura! Mas não enquanto estamos sendo controlados pela máquina. Nunca deixem que menosprezem o nosso lazer apenas porque não o conhecem. Será que eles sabem o quanto temos que ler e estudar para criar um cenário de campanha? Será que eles sabem o quanto temos que perceber para poder interpretar um personagem diante de várias situações aleatórias? Claro que não. Então se você joga RPG, tem que saber defender o nosso meio de diversão. Porque o RPG é acima de tudo diversão.


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20 de janeiro de 2010

Perfil do RPGista: Estatísticas 2009 - Parte II

3 comentários
Salve povo! Vamos dar continuidade à estatística do Perfil do RPGista iniciada a duas semanas atras. Anteriormente as análises se basearam sobre os dados do perfil de cada entrevistado. Agora as análises serão feitos sobre os gostos sobre o RPG em geral. Vamos a elas!

Vamos iniciar pela preferência de jogos. Devo dizer que neste item vários entrevistados apontaram mais de um jogo como preferido. Portanto a análise se foca na quantidade de vezes que o jogo preferido foi citado pelos entrevistados. Sendo assim, o jogo D&D ficou em primeiro lugar, com 10 citações, seguido por Lobisomem e Vampiro, empatados com 7 citações. Vários outros jogos foram citados, mas a predominância dos jogos provenientes do D&D e do Mundo das Trevas foram os mais frequentes. Abaixo apresento o quadro com todas as citações.


Em seguida, analisamos a preferência dos entrevistados pelo tipo de personagem preferido para as campanhas. A maior preferência do entrevistado foi pelo personagem combatente, com 31%, mas o mais intrigante foi que logo em seguida, com 31%, a preferência foi simplesmente a não preferência por estilos de personagem em específico. O gráfico é apresentado abaixo.


Perguntados sobre a preferência entre ser mestre ou jogador, a maioria respondeu como sua preferência ser mestre, com 48%, seguido pela preferência por ser jogador, com 39%, e por último a não preferência por alguma das opções, com 13%.


Perguntados se ãtualmente estão jogando alguma campanha, alguns entrevistados respoderam estar jogando mais de uma campanha, portanto analisamos a quantidade de citações nas entrevistas. Portanto, a maioria das citações foi positiva, as quais dividimos pelos vários jogos citados no quadro abaixo.


Questionados se os entrevistados estão realizando ou participando de algum trabalho voltado ao RPG, a maioria respondeu positivamente, os quais ficaram divididos por atividade no quadro abaixo.


E para finalizar as análises... foi perguntado aos entrevistados quanto a opinião sobre o cenário RPGístico no Estado do Pará. Portanto, a maioria respondeu que falta mais particpação dos RPGistas nos eventos, projetos e trabalhos existentes, com 29%, seguidos pelos otimistas e por aqueles que responderam que faltam lugares e lojas que permitam uma maior interação e prática do RPG, ambos com 21%. O quadro completo é apresentado abaixo.


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6 de janeiro de 2010

Perfil do RPGista: Estatísticas 2009 - Parte I

4 comentários

Salve povo! O novo ano já começou e nesse início é natural fazermos umas retrospectivas sobre os eventos dos quais participamos ou tivemos a oportunidade de tomar conhecimento. Pensando nisso, pensei em coletar todas as respostas fornecidas em todas as entrevistas do Perfil do RPGista e montar uma estatística cujo resultados foram bem interessantes.

O número total de entrevistados, durante o período de junho a dezembro, foi de 23 RPGistas, sendo dentre esses apenas 2 mulheres e apenas 1 declarou não possuir apelido.

A faixa etária mais predominante dos entrevistados ficou entre aqueles de 26 a 3o anos com 39% seguido pelos de 31 a 35 anos com 35%, perfazendo um total de 74%. Esse resultado me leva a duas possibilidades: que houve pouca participação das novas gerações nas entrevistas do blog ou o surgimento das novas geração tem sido inferior às gerações anteriores. Mas são apenas pensamentos nada conclusivos, considerando que a maioria dos entrevistados foi escolhida graças a uma lista de contatos deste que vos escreve. Infelizmente a participação voluntária de entrevistados não passou de dois.
Quanto às cidades de origem, 70% são nascidos em Belém e 5% em Ananindeua, totalizando 75% nascidos no Estado do Pará. Os outros 25% se divide entre outros municípios de outros estados. Quanto à cidade residente esse quadro se concentra em Belém com 83%.
Quanto a formação educacional, 44% possui o ensino superior completo, seguido por 26% que está cursando um curso superior. Se somarmos essas porcentagens aos que possuem Mestrado e os que estão cursando um Mestrado ou Doutorado, teremos um total de 87% de RPGistas entrevistados que possuem um nível de formação e conhecimento considerável.
Quanto ao tempo em que conhecem o RPG, cerca de 44% já conhecem entre 16 a 20 anos, seguidos pelo grupo que conhece entre 11 a 15 anos com 35%. Ou seja, a maioria das entrevistas foi com veterenos do cenário Paraense.

Perguntados sobre como conheceram o RPG, 57% respondeu que foi com os amigos, indicando a famosa propaganda boca a boca como principal fonte de disseminaçãor do RPG na região.

Na próxima parte vou apresentar os outros resultados da estatística, com informações sobre as preferências dos entrevistados.

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16 de dezembro de 2009

Perfil do RPGista: Matheus "Damaran"

3 comentários
Salve povo! Hoje é dia de Perfil do RPGista. Vamos conhecer o RPGista entrevistado e o que ela pensa.


1) Qual o seu nome?
Matheus Bueno de Bueno Funfas. É, um nome bem esquisito...

2) Você tem algum apelido? Caso sim, qual é?
Apelido do tipo “passaram a me chamar assim pra me zoar” só o sobrenome mesmo. Tem gente que só me conhece por Funfas, e nem sabe que me chamo Matheus. Já pseudônimo eu uso Damaran.

3) Qual sua data de nascimento?
04/02/1987. Infelizmente nenhuma data de conjunção planetária, nem de profecia milenar egípcia...

4) Qual a sua naturalidade?
Londrina, Paraná. Mas morei os últimos 10 anos em Macapá e 5 anos em Belém, então me considero nortista.

5) Em qual cidade você mora?
Atualmente em Londrina, no Paraná. Em fevereiro desse ano acabei voltando às origens.

6) Qual a sua formação educacional e/ou profissional?
Sou formado em Jornalismo pela Unama, e estou cursando Marketing e Propaganda pela Unopar. Quero ver se começo um mestrado ano que vem.

7) Você joga RPG a quanto tempo?
Comecei a jogar em 2000, mas já havia tido contato com RPG desde moleque, porque meus primos mais velhos jogavam o pré-histórico D&D 1º Edição.

8) Como você conheceu o RPG?
Bom, quando era mais novo eu já tinha visto meus primos jogando “uns jogos esquisitos com dados”, mas meu primeiro contato de verdade (leia-se: primeira vez que joguei e que entendi bem o que era) foi no 1º ano do colégio. Um grande amigo meu chegou na aula com uma Dragão Brasil, com Darkstalkers na capa, e quis ensinar a gente a jogar. Ele jogava Trevas, mas achou melhor mestrar 3d&t pra galera, então começamos nossas mesas com uns 5 jogadores. Dessa galera, uns 3 (contando comigo) ainda jogam.

9) Qual(is) o(s) seu(s) jogo(s) de RPG favorito(s)?
Ah cara, são vários. Meu preferido, acho que até pela questão do tradicionalismo, é D&D. Adorei o Sistema d20, e torci o nariz quando a WotC lançou a 4ª Edição (aquilo devia se chamar Dungeons & Dragons Tatics). Mas gosto de muitos outros: Mago, pela complexidade do cenário e pelas sacadas geniais do material; Castelo Falkenstein, pelo charme da ambientação e pelo sistema interessante; Paranóia, pelo humor negro sem igual; Defensores de Tóquio (o primeiro), pela simplicidade debochada; GURPS, pela versatilidade; Trevas, por me tornar um “ateu temporário” quando li pela primeira vez; Nobilis, pela abordagem única; e por aí vai...
Minha futura aquisição provavelmente será Pathfinder, por ser o legítimo herdeiro espiritual da 3ª Edição.

10) Qual o tipo de personagem que você mais gosta de interpretar?
De tudo um pouco. Acho que depende muito do clima da mesa, da proposta da campanha, do estilo de cenário e, principalmente, da maturidade dos jogadores envolvidos. Geralmente faço personagens bem-humorados, mas também adoro interpretar vilões com motivações humanas e plausíveis ou NPC's irritantes. É muito divertido ver os jogadores com vontade de espancar um npc, com razão. Não curto muito o melodrama emo da maioria dos personagens de Vampiro, por isso poucos mestres me convidam pra jogar Storyteller. =p

11) O que você prefere ser: mestre ou jogador?
Mestrar! Adoro ser jogador, mas foram poucas as vezes em que encontrei um mestre que me mantivesse entretido em uma história (a grande maioria ou usava clichês tolkenianos demais, ou puxavam para o “lado Tormenta da força”, que eu abomino). E como os dois últimos grupos que tive curtiam cenários “da casa”, eu acabava mestrando. Embora ultimamente o tempo anda curto pra preparar campanhas...

12) Você está atualmente participando de alguma campanha? Caso sim, qual é?
A última vez que joguei (na verdade, mestrei) foi há mais de um ano, em outubro de 2008. Como me mudei pro Paraná em fevereiro deste ano, tive que priorizar trabalho, estudos e outras atividades, então ainda não encontrei um grupo fixo.

13) Você está participando de algum projeto ou trabalho voltado ao RPG?
Atualmente de três. Um cenário de humor, em parceria com o André Mousinho e em conjunto com o pessoal da Casa de Plástico, chamado O Reino de Bundhamidão, que será lançado no primeiro semestre de 2010. Um projeto pessoal de um cenário de fantasia bem diferente (sem nenhum elemento tolkeniano), que não faço idéia de quando vai sair do papel. E também estou participando como um dos editores e redatores da revista virtual RPG Magazine.

14) Qual sua opinião sobre o cenário do RPG no Pará?
Acredito que a região norte, encabeçada pelo Pará, tem um imenso potencial de desenvolvimento no setor do entretenimento, em especial o RPG, cardgames e jogos de tabuleiro. Embora não esteja mais morando aí, estou acompanhando de perto os projetos da Casa de Plástico e a cobertura do cenário rpgista, através do RPG Pará, e vejo que temos força para criar um mercado forte na região. Se pararmos pra pensar, o público que consome Hqs no estado é um dos maiores do Brasil (fora o fato de que temos ilustradores renomados internacionalmente vivendo aí), e este público em sua maioria conhece, joga ou tem algum contato freqüente com o nosso hobbie. Basta apenas uma jogada de marketing audaciosa para arrebanharmos centenas de novos jogadores e criarmos um núcleo de produção e consumo de jogos. O potencial está todo aí, basta saber explorar.

15) Você gostaria de deixar algum recado para os RPGistas?
Para os rpgistas da região norte: acreditem no seu potencial. Invistam mais nos elementos que vocês tem à disposição e fortaleçam o mercado local. Existem inúmeros eventos culturais na cidade que podem ser “apoiados” por estúdios de desenvolvimento e produção lúdica. Aqui no sul é comum ONGs de apoio e incentivo à leitura, educação e cultura, através de jogos. Criem uma nestes moldes. Aos rpgistas de todo o país: parem de depender da Devir. Não tenho nada contra a editora, mas esperar que ela lhes entregue de bandeja os materiais exatos que vocês esperam (e com uma demora razoável) é besteira. Não precisamos importar à torto e a direito, basta produzirmos material de qualidade por aqui. A REDE RPG, embora muitos critiquem, tem mostrado garra ao produzir o OGL 20, como alternativa à hegemonia da 4ª Edição. A Daemon mostrou que pode fazer bonito com RPG Quest, basta ter criatividade. E mesmo aqueles que traduzem materiais de fora, como a Jambô, mostraram que não é preciso se apegar à gigantes, como a WotC e White Wolf, para produzir material de qualidade. É tudo uma questão de idéias, bom senso e mãos-à-obra...
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9 de dezembro de 2009

Perfil do RPGista: Mário "Clone"

2 comentários
Salve povo! Hoje é dia de Perfil do RPGista. Vamos conhecer o RPGista entrevistado e o que ela pensa.


1) Qual o seu nome?
Mario Sérgio Barros Amaral

2) Você tem algum apelido? Caso sim, qual é?
Clone... graças a minha incrivel habilidade de clonar itens no Diablo 1, na epoca do DMC, além do samba, ficou o apelido. hehehe

3) Qual sua data de nascimento?
12/09/1976

4) Qual a sua naturalidade?
Ananindeua - PA

5) Qual a sua formação educacional e/ou profissional?
Técnico em computação.

6) Você joga RPG a quanto tempo?
Comecei em 1995, com Hero quest, depois passei pro AD&D, Vampire e finalmente o D&D

7) Como você conheceu o RPG?
Em um passado distante, quando o videogame mais moderno era o nintendinho, meu amigo Raul me mostrou uma revista que iria mudar a minha vida, Dragon Magazine nº 1. Desde então eu fiquei fascinado por aquele leitura e compramos o Hero Quest. Lá aprendemos que deveriamos derrotar o velho do biombo e sobreviver as inumeras armadilhas mortais que eram aquelas fichas. Passado o Hero Quest eu conheci o Vampire, jogo um pouco mais sério cheio de mistérios e maldades.. mas o AD&D ficou na minha mente e compramos os 3 livros basicos, então jogamos esse jogo até hoje, que já chegou na 4ª edição.

8) Qual(is) o(s) seu(s) jogo(s) de RPG favorito(s)?
D&D 3.5 é o melhor RPG pra mim.

9) Qual o tipo de personagem que você mais gosta de interpretar?
Personagens físicos, que podem matar um monstro com um soco, sem magias

10) O que você prefere ser: mestre ou jogador?
Jogador com certeza!

11) Você está atualmente participando de alguma campanha? Caso sim, qual é?
Sim, desde 1999, uma campanha de AD&D que está até hoje na 3.5, no qual meu bárbaro é nível 20 e derruba 1 gigante com 1 soco.

12) Você está participando de algum projeto ou trabalho voltado ao RPG?
Não.

13) Qual sua opinião sobre o cenário do RPG no Pará?
Sei que tem muitos jogadores querendo uma boa campanha, mas o que falta é organizar um dia e reunir todos em um lugar amplo.

14) Você gostaria de deixar algum recado para os RPGistas?
Se você está querendo matar um monstro que está sendo protegido por mais 20, abra caminho na marra, nunca tente saltar por cima deles que você poderá cair com sabedoria 0 (lâmias tem o poder de drenar sabedoria, com 0 você desmaia) essa eu não fiz mas conheço quem fez. Se você vir uma caveira no meio de um tesouro nunca toque nela pois pode ser um demilich (criatura que pode transformar o grupo todo em pó só com um grito).


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18 de novembro de 2009

Perfil do RPGista: Camila "Numa"

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1) Qual o seu nome?
Camila Thiemy Dias Numazawa

2) Você tem algum apelido? Caso sim, qual é?
Numa. Como minha melhor amiga também se chama Camila, as pessoas para nos diferenciarem, utilizam o diminuitivo do meu sobrenome.

3) Qual sua data de nascimento?
25/01/1983

4) Qual a sua naturalidade?
Curitiba, Paraná. Mas me considero mais Paraense que Paranaense.

5) Qual a sua formação educacional e/ou profissional?
Arquiteta e Urbanista - Bio-Arquiteta

6) Você joga RPG a quanto tempo?
Jogar mesmo, o que considero realmente RPG desde 2004.

7) Como você conheceu o RPG?
Morava com meus pais na França e lá eles jogavam muito D&D e tabuleiros. Mas tudo era bem básicão e tosquices de adolescentes que mal sabiam o que realmente se tratava. Mas foi somente em 2004, quando fui convidada a participar da criação de um Live Action (Requiem) pelo Jack Daniel e Camila Mácola, que o amor e a conscientização cresceu e ficou. Antes de sair este projeto, comecei a conhecer as pessoas que já estavam a muito mais tempo no "ramo" do que eu, como o Raga, Enzo, Vitor, Edmir, Oswaldinho...O Jack Daniel nos deu o prazer de nos mestrar o Giovanni Chronicles e a partir daí meu mundo ficou mais sombrio e bem mais excitante...

8) Qual(is) o(s) seu(s) jogo(s) de RPG favorito(s)?
Apesar de D&D ser algo divertido, é sem dúvida Vampire é que me dá o maior prazer de jogar. Não somente pelos poderes, mais principalmente pelo enredo e o jogo psicológico que está envolvido.

9) Qual o tipo de personagem que você mais gosta de interpretar?
Sempre mudo bastante a personalidade e as caracteristicas dos meus personagem, sem ter preferencia. Já fins bom, mau, racional, irracional, homem, mulher, lésbica (apesar de não ser!!!), insignificante, engraçado, mau-humorado...

10) O que você prefere ser: mestre ou jogador?
Mestrei somente duas vezes e me diverti muito. Mas ser jogador é realmente o que eu gosto mais de fazer!

11) Você está atualmente participando de alguma campanha? Caso sim, qual é?
Infelizmente como não tenho tempo nem endereço fixo nesses últimos 4 anos, participei de campanhas breves de 1 ou 2 dias. Mas nada que me impeça hoje de participar de outras mais duradouras!!! ;)

12) Você está participando de algum projeto ou trabalho voltado ao RPG?
Não...snifs.

13) Qual sua opinião sobre o cenário do RPG no Pará?
Hoje em dia não tenho mais tanto contato quanto gostaria de ter, para poder opinar de forma mais justa. Mas sei que as pessoas estão sempre dispostas a participar e a criar cenários ligados também a uma mistura com "nossa" cultura. O que nos faltaria hoje em dia além de tempo pessoal e investimento, seria lugares adequados para poder se aproveitar mais e divulgar o RPG aqui mesmo, como veio crescendo o Cosplay por aqui.

14) Você gostaria de deixar algum recado para os RPGistas?
Acho que está mais do que na hora de se ter um novo Live Action por aqui...

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11 de novembro de 2009

Perfil do RPGista: Camila "Bia"

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1) Qual o seu nome?
Camila Mácola Marques

2) Você tem algum apelido? Caso sim, qual é?
Bia, apelido desde a infância, eu não sabia falar meu nome dizia "Cabia" quando me perguntavam, então diminuíram pra bia e pegou!

3) Qual sua data de nascimento?
28/04/1981

4) Qual a sua naturalidade?
Belém - PA

5) Qual a sua formação educacional e/ou profissional?
Arquiteta e Urbanista - Lighting Designer

6) Você joga RPG a quanto tempo?
Comecei no 1º ano de faculdade, 1999 (10 anos)

7) Como você conheceu o RPG?
Eu soube da existência do rpg por dois livros de AD&D que estavam esquecidos e empoeirados na biblioteca de casa (ainda usava TAC0 nessa edição), daí vasculhei todos os livros antigos que tinham lá e achei alguns de aventura solo, tentei mestrar para meus primos e joguei os de aventura solo, mas morreu ali mesmo. Anos depois quando estagiava na COHAB conheci o Ragabash, ele estava lendo O Senhor dos Anéis (que conheci também através dele nesse dia), o raga foi o primeiro rpgista que tive contato, daí foi fácil, ele me convidou pra uma mesa que estava mestrando Lobisomen e desde então não parei mais, joguei Vampiro, D&D, Mago, Gurps, já organizei e mestrei Live Action (dá um trabalho, mas valeu a pena!).

8) Qual(is) o(s) seu(s) jogo(s) de RPG favorito(s)?
Vampiro me fascina, mas D&D é mais divertido!

9) Qual o tipo de personagem que você mais gosta de interpretar?
Os ligados a magia e que sejam meio loucos. Gosto de magos, feitiçeiros, druidas, malkavianos, toreadores e tremeres.

10) O que você prefere ser: mestre ou jogador?
Jogador com certeza!

11) Você está atualmente participando de alguma campanha? Caso sim, qual é?
Não, faz tempo que não participo de nenhuma aventura, meu trabalho suga todo o meu tempo e o pouco que sobra tenho que dividir entre família, namorado e amigos, porém rpg é algo que pretendo voltar a fazer logo logo. Alguém vai começar uma aventura por ai? =)

12) Você está participando de algum projeto ou trabalho voltado ao RPG?
Não, nenhum.

13) Qual sua opinião sobre o cenário do RPG no Pará?
Faz tempo que não tenho contato com isso, porém acredito que existem muitas pessoas interessadas e muitas também que não conhecem o que é rpg. No live action que organizei esperava pouca resposta, mas foi um agradável engano, muitos rpgistas apareceram. Acho que o que está faltando são eventos desse tipo pra conhecer pessoas novas, interagir e trocar idéias, mas isso demanda tempo. =/

14) Você gostaria de deixar algum recado para os RPGistas?
Se por acaso fizerem um live de vampiros no salão de festa do prédio de alguém, não esqueçam de cobrir todas as portas e janelas, para não assustar as velhinhas e para evitar que o síndico faça uma reunião de condomínio e você ter que explicar que aquilo era um "teatro improvisado de vampiros" e não macumba. Aff... ¬¬

"Come out, come out, wherever you are."

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28 de outubro de 2009

Perfil do RPGista: Dorival "Homem Prejuizo"

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Salve povo! Hoje é dia de Perfil do RPGista. Vamos conhecer o RPGista entrevistado e o que ele pensa.


1) Qual o seu nome?
Meu nome é Anamelech, o Portador de Más Notícias, mas todo mundo me conhece como Dorival Moraes Junior.

2) Você tem algum apelido? Caso sim, qual é?
heuhauhxuhuehuhd tenho um apelido, é mais um codinome heróico que umapelido, é Homem Prejuízo... mas é uma história comprida e mal-acabada.

3) Qual sua data de nascimento?
Nasci pouco depois da queda de Lúcifer, em uma roça de repolhos namesopotâmia, no dia 05 de julho de 1978.

4) Qual a sua naturalidade?
Sou paraense (o que foi? não sabia que a mesopotâmia era no pará?).

5) Qual a sua formação educacional e/ou profissional?
Estou cursando Educação Artística na UFPa, e fora isso sou ilustrador,designer e produtor de arte... também lavo, passo e troco fraldas, masnão durmo no emprego.

6) Você joga RPG a quanto tempo?
Meu primeiro jogo foi em 1994 na falecida Gibi & Cia... então issodeve significar que eu jogo há uns bons 15 anos.

7) Como você conheceu o RPG?
Tinha esse grupo de doidos que atendiam por Ponto de Fuga e se reuniamn'A Morada da Arte (lembra? a casa velha da Arcipreste?)... uma amigadesenhava com eles e me levou lá uma vez pra conhecer os caras...justamente no dia em que eu fui lá, eles tavam jogando rpg.

8) Qual(is) o(s) seu(s) jogo(s) de RPG favorito(s)?
Cara, não tenho favoritos. Eu gosto do jogo bem elaborado, bem jogado, não importa a temática...mas confesso que gosto muito de jogos urbanos e cyberpunk.

9) Qual o tipo de personagem que você mais gosta de interpretar?
Personagens medianos, tipo o cara comum, que se vê em uma situaçãoinsólita e fica "WTF?". É uma maneira de lidar com as minhas próprias neuras.

10) O que você prefere ser: mestre ou jogador?
Gosto mesmo é de jogar, nada contra ser mestre, eu prefiro não saber o que vai acontecer.

11) Você está atualmente participando de alguma campanha?
Não... heheh sou um jogador em recesso, faz tempo desde a última vezque joguei valendo.

12) Você está participando de algum projeto ou trabalho voltado ao RPG?
Estou trabalhando com o Fabrício Caxias e o John Bogéa no mega-projetodeles, a Casa de Plástico.

13) Qual sua opinião sobre o cenário do RPG no Pará?
Não posso dizer muito sobre o cenário geral... quando eu jogo é comconhecidos, não saio por aí procurando mesa... mas eu ouço dizer quehá um franco crescimento na quantidade de jogadores... o que não mesurpreende, já que há muita publicidade em cima do tema... mas desde aépoca em que começou o meu "recesso" eu já percebia uma grandemovimentação de jogadores, com eventos e mesas estáveis rolando pelacidade... eu acho bom, tanto pra quem joga quanto pra quem trabalha com game design. xD

14) Você gostaria de deixar algum recado para os RPGistas?
Claro! Divirtam-se, meus filhos, rpg é saudável e faz crescer, mas por favor, lembrem-se de que é um jogo, uma brincadeira, do contrário vocês correm o risco de serem internados... como eu fui. =)

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ATENÇÃO!!!

Estamos procurando por RPGistas que queiram participar do Perfil do RPGista e que estejam residindo (morando) em algum município do Estado do Pará. Para participar basta enviar um e-mail para r4gabash@gmail.com informando em qual município do estado mora, enviar uma foto do RPGista e as respostas das 14 perguntas frequentemente usadas nas entrevistas.
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30 de setembro de 2009

Perfil do RPGista: Aécio Neto

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Sale povo! Hoje é dia de Perfil do RPGista.

ATENÇÃO!!!
Estamos procurando por RPGistas que queiram participar do Perfil do RPGista e que estejam residindo (morando) em algum município do Estado do Pará. Para participar basta enviar um e-mail para r4gabash@gmail.com informando em qual município do estado mora, enviar uma foto do RPGista e as respostas das 14 perguntas frequentemente usadas nas entrevistas.

Voltando à entrevista, vamos conhecer o RPGista da semana e o que ele pensa. A pedidos, sua foto não será exibida.

1) Qual o seu nome?
Aécio Neto

2) Você tem algum apelido? Caso sim, qual é?
Nenhum. Nada pega muito tempo... rs.

3) Qual sua data de nascimento?
23/2/1981

4) Qual a sua naturalidade?
Fortaleza, Ce.

5) Qual a sua formação educacional e/ou profissional?
Sou psicólogo, tenho mestrado e atualmente curso doutorado. Atualmente, professor substituto na UFPA.

6) Você joga RPG a quanto tempo?
Desde 1994.

7) Como você conheceu o RPG?
Minha mãe tinha uma banca de revistas, e peguei o primeiro numero da Dragão Brasil. Pensei que era uma revista de videogames.

8) Qual(is) o(s) seu(s) jogo(s) de RPG favorito(s)?
World of Darkness, principalmente. Vampiro e Lobisomem.

9) Qual o tipo de personagem que você mais gosta de interpretar?
Personagens sociais e/ou que usem a inteligência pra resolver problemas.

10) O que você prefere ser: mestre ou jogador?
Mestre, mas gosto também de jogar.

11) Você está atualmente participando de alguma campanha?
Sim. Uma de World of Darkness e uma de Star Wars, com uma de D&D engatilhada pra quando WOD acabar

12) Você está participando de algum projeto ou trabalho voltado ao RPG?
Não.

13) Qual sua opinião sobre o cenário do RPG no Pará?
Conheço muito pouco. Tentei jogar no Parque da Residência, conheci algumas pessoas bem bacanas, mas não foi pra frente.

14) Você gostaria de deixar algum recado para os RPGistas?
Não :-)
[ Leia Mais ]

16 de setembro de 2009

Perfil do RPGista: Gilson "Gilsorc"

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Sale povo! Hoje é dia de Perfil do RPGista.

ATENÇÃO!!! Estamos procurando por RPGistas que queiram participar do Perfil do RPGista e que estejam residindo (morando) em algum município do Estado do Pará. Para participar basta enviar um e-mail para
r4gabash@gmail.com informando em qual município do estado mora, enviar uma foto do RPGista e as respostas das 14 perguntas frequentemente usadas nas entrevistas.

Voltando à entrevista, vamos conhecer o RPGista da semana e o que ele pensa.

1) Qual o seu nome?
Gilson Rocha de Oliveira, mas uso apenas Gilson Rocha.
As respostas aqui serão longas, para iniciantes e veteranos.

2) Você tem algum apelido? Caso sim, qual é?
Minha mãe me chama de “Garoto Enxaqueca” às vezes. Já fui chamado de “estressado”, “pavio curto”, “sem paciência”, “alérgico à maracujá” (para quem não sabem, dizem que acalma). Alguns amigos e amigas que não jogam RPG também me chamam de “orc” ou “Gilsorc”. Já me chamaram também de Sheldon Cooper...
Mas nunca algum foi intenso, apenas refletem minha personalidade, traços dela. Não sou nenhum monstro, gosto de ser amigável e (tentar) fazer os outros rirem de besteiras. O que acontece é que alguns acham que sou algum tipo de idiota ou alienado do mundo e ultrapassam o limite da intimidade, que nunca lhes dei. Apenas poucas pessoas têm liberdade comigo.
Sou amigável quando conheço alguém, mas se a pessoa é grosseira e/ou sem noção, algo que se mostra logo no início ou com algum tempo, ela sai da minha vida. Já cortei relações com pessoas que conhecia há mais de 5 anos, 10 anos e quase 30 anos porque mudaram e voltaram a ter (ou nunca deixaram) a mente dos 20 e poucos anos e da adolescência. Não me arrependo. Sinceramente, tenho coisa melhor para fazer.
3) Qual sua data de nascimento?
Nasci em 1976. Faço 33 este ano.

Sou um ancião nerd, um nerdsauro com diz o Newton Rocha. Não tenho mais estômago para gente grosseira e/ou sem noção ou que acha que sabe de tudo, que tudo dos outros é imprestável. Já vi essas coisas nos meus doze anos, há pouco mais de dez anos atrás e agora de novo pelos relatos que acompanho. Estou cansado de gente assim, que não devem ter amigos e abraçam a solidão. Realmente tenho coisa melhor para fazer.

4) Qual a sua naturalidade? (cidade e Estado)
Belém, Pará.

5) Qual a sua formação educacional e/ou profissional?
Em propaganda. Depois de desempregos, salários muito baixos, pequenos negócios na área e concursos públicos, resolvi voltar à vida acadêmica fazendo um mestrado, pela linha de formação de professores, UEPA ou UFPA. Para ser professor de professores/as, além da possível carreira como funcionário público, trazendo certa segurança nesse mundo de empregos incertos.

E usando a questão da ressignificação da formação de professores, assunto que conta com incontáveis autores e incontáveis livros e artigos publicados em outros livros, em todo o planeta. Mas já elegi meus favoritos dos poucos que conheci. E isso atrelando ao RPG, mas diferente da forma como jogamos para apenas diversão. E há outras questões, de outros autores, que é a escola como espaço de poder, da juventude, ou juventudes como afirma um dos pesquisadores, e várias outras abordagens de diversos autores, professores e pesquisadores. É algo muito extenso e profundo que estou tendo que aprender do zero mesmo. É exaustivo.

Estou assistindo aulas na pós-graduação de psicologia com uns trinta psicólogos/as e já fiz várias indagações sobre elementos do RPG: interpretação, personalidade, levar a cometer crimes e o vício no jogo, a ‘religiolização’.

Apesar de ser RPG e educação, quem é pesquisado são os professores. A doutora em educação e diretora do Centro e Educação da UFPA já me alertou disso meses atrás, quando não passei na primeira vez que fiz a prova em 2008. Uma amiga, que é minha orientadora e mestranda da UFPA, e os três professores e doutores em educação da UEPA que me entrevistaram também disseram isso.

E cheguei ao chefe final, a entrevista na UEPA. Passei pela prova, pelas análises dos documentos, do currículo e do projeto que aborda RPG e formação de professores. Mas ainda farei a seleção da UFPA. Se seguir com isso, que pretendo de verdade, em ser professor universitário, um doutorado com o tema ou variação dele será o passo seguinte. Encontrei apenas um doutorado com RPG no Brasil e recentemente soube de outro em Ananindeua ou Belém. Fiquei surpreso e feliz.

E tento ganhar algum dinheiro com este site que adaptei de um blog: OutraBelem.com, mas tive que parar de buscar clientes por conta dos estudos.
E atualmente atendo com um amigo serviços de informática. Ele faz os serviços e ajudo quando sei e cuido de outras coisas como cotação de preços. Também já trabalhei como digitador de preços de um salão de beleza (já tinha 4 anos de universidade, 2 anos de extensão em instituição renomada na área de propaganda e marketing e 7 anos de experiência trabalhando) e já trabalhei com comissão por vendas, recebendo mais ou menos um terço do salário mínimo de 2005. O mundo real é pauleira.

6) Você joga RPG há quanto tempo?
Acredito que desde 1991 ou 1992. As informações se perderam nas areias do tempo...

7) Como você conheceu o RPG?
A revista Set, sobre cinema, antigamente fazia (ou faz) edições especiais sobre filmes de terror e ficção científica. Numa das edições falavam do tal do RPG e um antigo programa da TV Record, TOP TV, antes de ser da igreja eu acredito, também falava do RPG, além de cinema, quadrinhos, animações, filmes e seriados. As imagens de fantasia medieval e dragões em ambas as mídias me chamaram a atenção. Economizei como pude e comprei o Dragon Quest, uma versão minúscula do AD&D com tabuleiro, cartas de monstros, de itens e de personagens e com aventuras prontas. Depois mudei para Gurps, Vampiro e Desafio dos Bandeirantes nos meses seguintes.

8) Qual(is) o(s) seu(s) jogo(s) de RPG favorito(s)?
Sempre foi Gurps, pelo fato de ser universal em poder jogar com qualquer ambiente e ter regras para tudo, mas nunca gostei das jogadas de defesa durante os combates, sendo esta minha única queixa de todo o sistema.

Recentemente uso um sistema próprio para ensinar. E para jogar prefiro as variações simplificadas do d20, que usa apenas uma jogada em combate, além da jogada de dano em caso de sucesso.

Gosto de conhecer sistemas, de preferência com jogadas simples de poucos dados e sem somas ou subtrações que antecipam a jogada. O jogo Zero, por exemplo, usa apenas 2 dados comuns de seis lados onde o resultado é multiplicado, que pode ser bom para mais ou para menos do número alvo, dependendo da habilidade usada.

9) Qual o tipo de personagem que você mais gosta de interpretar?
Combativos em fantasia medieval ou em cenários históricos com armas brancas, aqueles que vão à frente da batalha, mas não são idiotas suicidas.

10) O que você prefere ser: mestre ou jogador?
Jogador. Não tenho boas idéias para histórias e me divirto mais jogando e interpretando.

Mas narrar não tem problema, caso seja necessário, como ensinar a novos jogadores o RPG. Neste caso uso meu sistema simplificado ou um dado caso a situação seja imediata e crio uma história na hora, no decorrer do jogo. Mas posso usar uma moeda ou par ou ímpar mesmo (sistema Zip) caso não disponha de pelo menos um dado, de qualquer tipo.

Esse tipo de situação não me intimida. Já vi narradores e jogadores, em Belém e pelos blogs brasileiros de RPG, que fazem de seus sistemas favoritos verdadeiras idolatrias imaculáveis e têm medo de experimentar e arriscar. São bitolados nas regras e não são flexíveis.

11) Você está atualmente participando de alguma campanha? Caso sim, qual é?
Não, pois tive que me dedicar aos estudos para salvar minha vida. Dinheiro não cai do céu e temos que trabalhar ou estudar para trabalhar, ou ambos.

12) Você está participando de algum projeto ou trabalho voltado ao RPG?
Sobre voluntariado - Estava como voluntário (ajudante) no ProJovem e CRAS (Centro de Referência e Assistência Social) na Aldeia Cabana / Aldeia Amazônica, mas tive que me retirar por questões pessoais muito delicadas.

Sobre Espaço para jogar - Tento há alguns meses com outros jogadores conseguir um lugar público para a prática do RPG em Belém, já que não existe e é extremamente desconfortável jogar no Parque/Gasômetro, nos aspectos sociais e físicos. Somos convidados a nos retirar quando estamos já acomodados nas cadeiras e do lado de fora o concreto duro, o sol, a eventual chuva e o calor não ajudam. Isso já me cansou também, desanima muito. Solicitamos ao Centur, IAP e ao Secretário de Cultura, tudo protocolado em julho deste ano.

Sobre RPG e Educação - Acompanho a questão do RPG e educação desde 2000, quando muitos ainda andavam de cueca pelas ruas ou terminavam os estudos nas escolas. Comprei o livro da Andréa Pavão, que era o mestrado dela abordando o tema. Agora a intenção do mestrado, como trabalho, profissão e ganha pão. Também exponho pequenas palestras em eventos universitários para professores sobre várias possibilidades do RPG e Educação valorizando meu currículo (http://lattes.cnpq.br/5164507855042435). E, se der certo, em breve em alguns eventos nacionais em outros Estados. Não contem comigo para jogar!

Não estou me exibindo, leitores. Sou um ancião de muitas batalhas. Me preocupo com o desemprego desde os 19 anos, trabalho desde os 22, mesmo tendo todo o tipo de apoio de meus pais. O mundo real é pauleira.

Sobre criação de jogos - Acredito ter chegado ao formato final do meu RPG simplificado para ensinar. E tenho meu d20 simplificado e outro sistema que é mais para mim, que usa 1d10 apenas e tem a vantagem em poder criar personagens sem o auxílio de regras e de forma fácil e simples, tudo o que eu gosto. Tento recriar e criar sistemas desde o Gurps, pois queria ensinar meus amigos. Sou amador, claro.

Sobre projetos futuros - Tenho outros planos maiores à frente com o RPG.

13) Qual sua opinião sobre o cenário do RPG no Pará?
O mundo da comunicação e propaganda me ensinou a técnica terrível do ‘achismo’, todo mundo ‘acha’ alguma coisa, tem alguma opinião concreta sobre determinado assunto, mas não tenho. Eu precisaria de pelo menos uma pesquisa quantitativa para poder começar a ‘achar’ algo e poder comentar. Uma qualitativa também seria muito interessante.

Jogadores e narradores se baseiam em tímidas observações, limitadas - literalmente - ao seu campo de visão e/ou seus meios de amizades para ‘achar’ algo sobre toda a situação da cidade ou como faz a pergunta, do Estado.

Um aglomerado de jogadores, seja onde for, não pode definir uma realidade, é impossível. Se alguém me mostrar pesquisadores/as de qualquer lugar do mundo que conseguem isso, eu retiro o que disse e lamento meu erro e possível desatualização. Para aceitação metodológica precisa haver vários, em qualquer coisa que se investigue.

E adquirir jogos também não é problema, com ou sem loja, apenas a falta do dinheiro. Mesmo quem não tem acesso à internet ou não sabe usar pode pedir ajuda para alguém e comprar o RPG que quiser, sendo a única barreira o dinheiro.

Mas eu vou ‘achar’ alguma coisa: eu acredito que os jogadores estão jogando mais em suas casas ou em áreas de prédios ou até mesmo nas escolas. E parte considerável desta parcela, acreditando de novo, deve usar jogos que refletem os novos tempos de novas culturas imersas em nossa cultura, como a intensidade de jogos eletrônicos, animes e mangás, portanto jogos de RPG como 3D&T. Precisaria de uma pesquisa para confirmar ou desconstruir isto.

14) Você gostaria de deixar algum recado para os RPGistas?
O que importa é a diversão. Não deixe algum jogador ou narrador maluco desmerecer seu jogo e sua diversão. Gente assim está bitolada e fez do RPG algo quase religioso e quase patológico (doença), conforme alguns psicólogos/as que conversei. Vi isso anos atrás e soube que continua acontecendo.

Não existe forma certa ou errada de jogar e se existe gostaria de saber do/a/s “sábio/a/s”.

Se você se diverte com seu grupo então está tudo certo, independente do que alguém pense e perca tempo analisando isso. E também RPG não é tudo, saia com seus amigos e amigas, namore, passeie e se concentre nos estudos. A vida não é só RPG ou outra coisa que se goste bastante.

Ou se você gosta de um jogo antigo e se diverte com ele, quem tem algum direito de lhe dizer algo a respeito? Até onde sei, ninguém. Ignore pessoas assim e continue se divertindo. Há grupos no Brasil, inclusive em Belém, que usam os antigos AD&D, Vampiro, Lobisomem, Marvel Heroes e até mesmo Tagmar, com suas infinitas tabelas. Estão todos se divertindo, se não estivessem não estariam jogando, imagino.

Eu mesmo torci o nariz há alguns meses por conta do relançamento do 3D&T, mas minutos depois percebi a grande babaquice que eu estava pensando. São novas gerações, novos gostos. Cada um sabe o que é melhor para si.

RPG é apenas um entretenimento. Nada mais. Não é de verdade, é faz de conta. Não é doutrina ou dedicação absoluta.

E narre para iniciantes, lembre-se que você não nasceu sabendo jogar. Não trate mal quem quer aprender a jogar, ninguém gosta de falta de respeito. Se você não tem paciência, apenas diga que não pode e indique outra pessoa se puder.

Gilson, que tecla demais.

No fim: acabei de ver o resultado, 29/ago. Passei. A entrevista, uma arena romana com 4 candidatos ao mesmo tempo e um gládio e escudo para cada um.


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