7 de outubro de 2010

O Império Contra Ataca a Tentação da Pirataria

Como sabemos, a pirataria tornou-se uma epidemia mundial no mercado de RPG nos últimos anos, fomentada por fãs que acreditam que o “legal” é compartilhar o investimento com outros fãs. Na santa inocência, essas pessoas não refletem que sua atitude afeta a produção e investimento das empresas, mas o “império” contra ataca.

Nos anos mais recentes, as empresas de jogos de RPG vêm sofisticando suas estratégias para combater a pirataria. A linha Warhammer voltou ao formato caixa, um formato que era adotado na década de 1980 do mercado de RPG. A volta recente a este formato inclui diversos elementos que não podem (ou muito dificilmente serão) ser copiados pelos piratas, são cartas, marcadores de plástico e até dados específicos.

Dragon Age que será lançado pela editora Jambô também usa o formato caixa, que tem como diferencial em sua embalagem um mapa.

E com mais destaque no mercado, está a linha ‘D&D Essentials’, da empresa de brinquedos Hasbro que traz dois livros (um para os jogadores, outro para os mestres), dados, marcadores de papel (com imagens de heróis e monstros), cartões de poderes, mapa para uma aventura e fichas de personagens.


E quem não pode lançar uma caixa ou os autores iniciantes, como fazem?

Foi com os chamados RPGs “indies”, os jogos alternativos, que minha atenção foi arrebatada, primeiro com o visualmente deslumbrante RPG francês Les Ombres d'Esteren (resenhado aqui), outras imagens aqui e blog oficial aqui: www.ombresdesteren.blogspot.com. Assim como outros jogos, este RPG se apóia na beleza de suas páginas para, acredito eu, despertar o desejo de ter a edição original. Lançado recentemente no evento Le Monde du Jeu 2010 (O Mundo do Jogo 2010 - França), veja aqui.

Além deste título, há o interessante Terra Devastada (resenhado aqui), em desenvolvimento por jogadores do Pará. Suas páginas ricamente ilustradas serão tentadoras para que também queira adquirir e não lido em tela ou impresso num desanimado preto e branco.


Novas juventudes, a geração tecnológica e ainda sem dinheiro

Talvez seja minha percepção de nerd de outra época, que não aprecia tanto a leitura em telas de computadores e tem dinheiro próprio para comprar, que prefiro o livro original em mãos, ainda mais para ler 100, 200 ou 300 páginas. Mas as novas juventudes¹ não se intimidam com a exposição prolongada em frente às telas e mesmo uma obra ricamente ilustrada em papel pode não ser motivo suficiente para comprar, ainda mais quando ainda não trabalham e não têm dinheiro.

Gilson

¹Recomendo os profs. drs. Juarez Dayrell, Paulo Carrano e Rosa Maria Bueno Fischer.


2 comentários:

Daniel Coimbra disse...

Lema de um site de "downloads não-autorizados":

"A Pirataria é um crime, o Original é um roubo: compartilhar é legal!"

: D

Gilson disse...

Ação e reação. As locadoras, por exemplo, estão deixando de existir. O RPG se adapta e se recria, enquanto houver narração interativa, haverá RPG.

Gilson

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