23 de junho de 2010

A volta do sistema Gurps e baixe a versão gratuita do MiniGurps 4ª edição


A editora Devir publicará o sistema Gurps em sua 4ª edição, mesmo que com 5 anos de atraso (a edição americana foi lançado em 2004 e um ano pode ser o tempo hábil necessário para lançar a versão traduzida, portanto em 2005).

As histórias contadas do atraso foram em relação a vontade da editora paulista de publicar com capa mole e interior preto e branco, diferente e mais barato que a edição original, capa dura e interior totalmente colorido. A editora americana não aceitava, mesmo sem compreender ou querer compreender o perfil econômico do brasileiro. Ainda não foi informado como será a edição nacional, nem o preço. Por falar em preço, especulava-se anos atrás que se fosse preto e branco seria por volta de R$40,00, colorido e capa dura R$80,00.

Gurps foi um dos primeiros ou o primeiro RPG publicado no Brasil, no início dos anos 90, sendo o primeiro sistema jogado por muitos que estão perto dos trinta anos ou mais de trinta. Este seria também um bom motivo para manter a publicação mais simples e mais barata, porém seria menos atrativa para um público mais novo e mais acostumado ao visual moderno de outros jogos. Isto por si só é um ponto para conversas, debates e análises, já que outros jogos que parecem ter muitos fãs, como as linhas Tormenta e Mutantes & Malfeitores, são preto e branco.

Muitos falam da complexidade do sistema ou que são quatro edições diferentes, como D&D e Mundo das Trevas onde as regras são outras em cada versão. Puro engano, desinformação ou opinismo (mesmo sem ter lido). Gurps foi pensado para ser jogado em qualquer época de cenário e realmente é cheio de regras detalhadas para praticamente qualquer situação, mas como em qualquer RPG, você só usa o que quer, o que é conveniente e principalmente o que lhe diverte. Para quem quer detalhamento ao máximo, também é possível. O coração das regras nessas 4 edições é o mesmo, apenas com ajustes e refinamentos.

Lançamento em julho de 2010.

Pegue a edição MiniGurps da 4a edição. Não é pirataria, foi divulgado como esforço para apresentar a 4ª edição
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Gilson

20 comentários:

Michael Wevanne disse...

sob a visao da atual conjuntura (falei bonito, hein? hehe) vejo que essa suposta necessidade de lançar o livro com material economico eh uma teoria absurdamente furada. mesmo sob a questao do "perfil economico dos jogadores brasucas".

GURPS sempre figurou entre os mais jogados no pais, mesmo com outros jogos entrando na briga pela predileçao da galera.

livro de RPG nunca foi barato. fato. a devir cansou de lançar livros coloridos (e de alto custo) para jogos de segunda linha como "changeling, o sonhar" e mais atualmente (e campeao de preço de capa!) "mago, o despertar".

por mais bem produzidos que estes livros sejam, podemos reconhecer que eles sempre figuraram as sombras dos principais titulos do mundo das trevas. entao, por que raios a devir demorou tanto para lançar um jogo que venderia mais sob o mesmo preço de alguns titulos jah comercializados?

o meu palpite eh que a devir tava encarando outros lançamentos como um "concorrente para si mesmo". para que publicar mais linhas e dividir os leitores (o que eh realmente previsivel, vendo que RPGistas geralmente jogam alguns jogos em detrimento de outros).

acho que agora, com o mercado dando uma leve guinada pra cima, eles viram que ainda faltava uma vertente na editora, que eh justamente a proposta do GURPS: um sistema generico.

finalmente a trindade D&D, mundo das trevas e GURPS volta a casa.

John Bogéa disse...

Verdade, livro barato e feio não é vantagem para nenhuma editora. Não era antes, imagina agora em pleno século 2000, onde os jogos são todos maravilhosos, bonitos e coloridos e os jovens gostam cada vez menos de livros.

Um layout bonito, livro bem acabado e colorido, mesmo que fique mais caro, com certeza absoluta vai vender mais do que uma versão mais barata e feia do mesmo.

Gilson disse...

Acredito que nunca saberemos o(s) motivo(s) real(is).

Gilson

Gilson disse...

Mas John, caso o livro não tenha outra versão, seja em P&B e ainda sim é bem aceito, como Mutantes & Malfeitores e, provavelmente, o novo Tormenta, que só terá algumas poucas páginas coloridas.

Gilson

John Bogéa disse...

Olha, se o M&M fosse igual a edição original, garanto que a jambo ia vender muito mais. Eu mesmo fiquei triste quando chegou o meu livro e vi que ele era capa mole P&B.

Gilson disse...

Entendo. Aí voltamos a questão da falta de grana do jovem brasileiro. Então, qual seria a melhor alternativa? Há quem tenha sugerido duas versões do M&M, uma simples e outra capa dura e colorida. Eu compraria a P&B de qualquer forma, pelo custo menor.

Se houvessem dois tipos de Gurps, aí não sei qual preferiria, talvez uma que nunca exista: interior P&B e capa dura para proteger e firmar mais.

Gurps já foi meu sistema favorito, agora prefiro os meus amadores mesmo, já que ainda não encontrei um sistema comercial ou amador que contemple minhas preferências de forma total e completa.

Gilson

Jaime Daniel disse...

gilson,talvez um dia se revele a verdade, quem sabe? :)

John Bogéa disse...

Mas ae caimos em uma questão um pouco mais capitalista. Tipo, acho que os grandes estudios de RPG como SJ games, WW, Green ronim, fantasy flight e etc. Não focam seus produtos em quem não pode pagar. Tipo é como esperar que a MArvel lance uma versão economica de seus HQs para agradar quem não tem dinheiro para pagar um versão oficial. Ou esperar que a Sony lance jogos em 16bits para que mais possoas possam jogar Playstation. Isso não é vantajoso para a empresa e até uma falta de respeito para quem consome os produtos oficiais, e paga caro por eles.

Grandes estudios e grandes marcas como GURPS, D&D, WOD, M&M, WARHAMMER e etc. Estão mais preocupados em agradar um público mais exigente e que não se importa em pagar mais por mais qualidade (que é exatamente quem torna o negócio do rpg ainda viável). Ainda sim, todas essas empresas lançam suas versões Quick Start de seus sistemas e cenários, muitas vezes até gratuitamente. MAs o foco mesmo é em quem tem condições de consumir. Óbvio, eles são empresários que vivem de dinheiro.

De qualquer forma, ainda existem milhares de sistemas/cenários indepedentes pelo mundo mais baratos e tão bons quanto os grandes, inclusive vários em português, e de graça. Mas, infelizmente, sem o glamour de grandes ilustradores, diagramadores, graficas e etc.

"Se a grana não dá pra coca-cola, só nos resta beber Garotão"

:)

Gilson disse...

Resposta do Jaime Daniel! Agora que fico mais metido ainda!
- - -
Concordo totalmente, John, sobre o aspecto capitalista. Seria romanciar demais acreditar que as empresas são instituições boazinhas. São negócios, que sejam bons para ambos os lados.

Só que os produtos e serviços geralmente mudam quando instalados em outras praças. Um caso contrário ao RPG versão simples são as redes de fast food, que são caríssimas no Brasil, mas nos Estado Unidos são bem mais baratas. Voltando ao RPG, acredito que as editoras brasileiras precisam escolher (se o contrato permitir) em uma versão mais simples ou uma mais bonita, talvez seja a escolha entre ganhar por maior quantidade ou ganhar por menor quantidade, aí já não tenho como saber o que vale mais a pena.

Essa perspectiva é aplicada à revista Dragon Slayer (R$14,90) que foi aumentando seu valor gradativamente, mantendo os clientes fiéis e perdendo o cliente esporádico ou com pouco dinheiro, que talvez possa continuar lendo emprestada.

Gilson

Gilson disse...

Jaime e Michael: fnord.

John Bogéa disse...

Mas, apostar em "quantidade no lugar de qualidade" não seria mais ou menos dar um tiro no pé? Tipo, um único livro de RPG serve para um grupo inteiro de RPGistas, e provavelmente o mesmo produto vai ser usado por anos a fio. Isto é, a editora assim que vende o livro para um cliente, não vai mais vender para esse mesmo cliente por meses e talvez por anos, e isso só se sair uma nova edição do seu jogo preferido. Se eu compro o GURPS hoje, daqui a 30 dias não vou comprar novamente o GURPS, e ao contrário disso, os salários e impostos da empresa são mensais. Infelizmente, aqui no Brasil, temos o costume de que se o mestre tiver o livro o jogador não precisa necessariamente ter um.

Seguindo esse raciocínio em relação a grandes empresas, qual seria o sentido em apostar em quantidade se pode-se aumentar a qualidade e cobrar mais por um único produto, já que eu vou vender apenas uma única vez esse produto para esse mesmo cliente e o grupo de jogadores dele? Qual seria o sentido em baixar a qualidade para ganhar clientes que não são consumidores em potencial em vez de investir na qualidade para agradar clientes que são consumidores em potencial? Realmente não acho que as empresas estejam agindo errado. Elas simplesmente só agradam ao público que pode pagar. Quem não pode comprar não interessa a elas. Em compensação, os autores independentes querem muito mostrar seus trabalhos, e essa revolução indie acontece e bem aceita lá fora. Pena que a cabeça do jogador brasileiro ainda está muito estagnada no “nacional não me interessa”.

De qualquer forma entendo seu ponto de vista. Até pq já nos conhecemos a bastante tempo e já conversamos muito sobre RPG. O que você procura é a “democratização do RPG”, e eu acho isso ducaralho. Apoio totalmente. Mas não acredito que essa democratização venha pelo mainsstream do RPG. Na verdade, temos que apostar na produção independente, assim como acontece lá fora. Quem não quiser (ou não tiver) grana pra comprar um Storyteller da vida, sempre vai ter mil opções de RPG de horror mais baratos e as vezes até gratuitos, mas não com mesma qualidade gráfica, óbvio. Não dá pra comer lagosta pagando preço de camarão, Né?

Gilson disse...

Realmente, tenho que concordar. É melhor garantir a venda para quem é cliente certo. Mas aí será que não voltamos para as xeroxs ou PDFs/pirataria? Apesar que é uma minoria com computador em casa, internet menos ainda, conforme dados do IBGE.

Será que se um produto fosse mais acessível mais comprariam? Mas desagradaria, como apontaste de forma acertiva, o cliente que pode pagar.

Uma pesquisa nacional com RPG mostraria muita coisa!

Sábado de manhã, RPG no Teatro Gasômetro!

Gilson

John Bogéa disse...

Voltamos para a pirataria se o jogador com pouco poder aquisitivo insistir em querer consumir produtos do mainstream. Hj, diferente de antes, temos dezenas de opções independentes, simples e gratuitas. Mas, se o cara não tiver dinheiro sequer para acessar uma lan house e imprimir jogos de, sei lá, 4 páginas, então esse cara tem problemas demais pra se preocupar com entretenimento.

Gilson disse...

Temos que popularizar estes jogos!

Gilson

Michael Wevanne disse...

"foco em quem pode pagar", gostei desta, bighead.

acho que a questao principal nao eh o preço de capa do GURPS, de acordo com varios argumentos feitos aqui e em outros espaços virtuais este argumento cai por cobro facil, facil.

a questao eh: se o VERDADEIRO problema nao eh o preço de capa para lançamento e nem a quantidade de jogadores (que nem que seja entre os tres mais, nao desmereceria a publicaçao de maneira alguma, GURPS ainda era top 5), o que raios aconteceu entao?

"ha algo de podre no reino da dinamarca!", meus caros. hehe.

fnord!

Michael Wevanne disse...

soh uma nota rapida.

quanto a novos jogadores, acho que a experiencia da devir com o miniGURPS no passado pode trazer titulos baratos na nova ediçao. ao que parece, inclusive, pelo comentario no site da editora, eles planejam algo alternativo para a linha...

mas isso eh um chute. e em tempos de copa na africa, zebra eh o que nao falta! (a italia acabou de perder para a ESLOVAQUIA e sair do campeonato!).

-mwxs

Gilson disse...

Sim, John, eu procuro uma popularização do RPG num momento que começou com o blog "rpg simples", criando sistemas o mais simples possíveis para quem tem acesso à internet poder ensinar os amigos.

Agora levo o jogo em várias cópias do "RPG Básico" nos eventos de educação para atuais e futuras professoras/es.

Mas Michael, a editora Devir ainda não informou o formato da publicação. Eu acredito que será capa dura e colorido, mas posso me surpreender tanto quanto o próprio lançamento com 5 anos de espera, sem esperança alguma de ver Gurps 4a edição em meu idioma.

Há várias fnord especulações. Talvez foco em outras linhas mais rentáveis (DeD e MdT), o desejo em publicar em formato mais simples e fnord, provavelmente.

A verdade está lá na Devir. Douglas Reis sabe, o mesmo que me falou da possibilidade de Steve Jackson no EIRPG de 2000, durante a bienal de São Paulo. Mas não aconteceu. Fnord².

Gilson

Michael Wevanne disse...

como foi relatado a intençao da devir livraria de retornarem com a linha "mini GURPS", os modulos basicos do jogo podem muito bem sair sem cortes de qualidade.

GURPS lite estah ae para isso.

Gilson disse...

Eu que fiz as perguntas para o Otávio, na esperança de saber o formato e valor da 4a edição, mas ele não falou. Pode ser colorido, P&B, capa dura, capa mole.

Aproveitei e toquei no assunto MiniGurps. A ideia agora não é usar temas históricos, segundo ele, mas sim ambientações mais populares como filmes, animações, etc.

Gilson

Michael Wevanne disse...

fuicionou bem com aquelas revistas do 3D&T com personagens capcom (esqueci a empresa dona dos direitos de mortal kombat), eh uma boa sacada!

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