3 de março de 2010

Entrevista - Maria do Carmo Zanini

Mc Zanini e a pequena Raissa
Olá a todos.
Hoje o RPG Pará traz para vocês uma entrevista com Maria do Carmo Zanini, Editora do Mundo das Trevas Storytelling.
Muito solicita em responder as questões, Maria do Carmo fala como começou seu trabalho na Devir, da polêmica sobre as traduções de termos dos cenários e dos futuros lançamentos...
Vamos as perguntas então:

1. Maria do Carmo, fale um pouco sobre o seu trabalho dentro da Devir, e como você se tornou a editora do Mundo das Trevas Storytelling?

Meu trabalho aqui é, em poucas palavras, cuidar de quase tudo que diz respeito à linha Mundo das Trevas Storytelling. Seleciono os títulos que serão publicados em português; levanto a terminologia específica do jogo/cenário; preparo esse primeiro glossário com os termos; dou as diretrizes para a tradução; seleciono os tradutores ou, muitas vezes, traduzo os livros eu mesma; seleciono os preparadores e/ou revisores de tradução, ou cuido disso eu mesma, quando não sou eu a tradutora; acompanho a diagramação; cuido para que o projeto gráfico seja seguido à risca, na medida do possível; seleciono os revisores de provas; supervisiono as emendas de uma prova para outra; "fecho" o livro para a gráfica; redijo os releases para a imprensa, internet e também para o departamento de vendas; mantenho contato com a White Wolf (CCP North America) para obter aprovação para todas as obras da linha e o material de divulgação relacionado, e às vezes também supervisiono a criação de material de divulgação e organizo certas ações, como os dois concursos culturais que realizamos em 2008 e 2009.

Cheguei ao cargo de editora depois de uma longa história de colaboração com a Devir Livraria, como promotora em eventos (leia-se: narrando sessões de RPG), depois tradutora/revisora de tradução, até que, imagino, ganhei experiência suficiente aos olhos de um dos nossos publishers, Douglas Quinta Reis, para que ele me arrancasse da Martins Editora e Livraria, onde eu fazia parte do departamento editorial, e me colocasse aqui onde estou. Por que o Mundo das Trevas Storytelling? Talvez porque eu tivesse o perfil adequado e a experiência necessária para cuidar da linha de RPG de produção mais complicada da editora, com seus textos literários e requintados, citações que vão desde W. B. Yeats a Fernando Pessoa, projetos gráficos exuberantes e de soluções difíceis etc.

Acho que vale a pena destacar que eu acabei me tornando uma profissional do livro por causa dos RPGs. Quando comecei a traduzir para a Devir em 2000, eu só queria complementar meu salário de professora de inglês e tenho certeza de que, nessa época, eu era só mais uma jogadora-fã com bons conhecimentos da língua inglesa, um certo domínio da norma culta do idioma pátrio e um tiquinho de bom senso. Aí descobri que traduzir era um grande prazer para mim e resolvi investir nisso como profissão. Para chegar aonde cheguei, devo muita coisa a muita gente boa, desde os docentes do departamento de Letras da FFLCH-USP, até Douglas Quinta Reis, da Devir Livraria, com quem aprendi bastante, passando também pelo já citado editorial da Martins que, nos oito meses que trabalhei lá, era formado por profissionais de uma competência incrível.

2. Com o iminente lançamento de Mago: O Despertar, já temos 9 produtos (7 livros e 2 escudos) da linha Mundo das Trevas Storytelling traduzidos, nos fale um pouco como foi trabalhar em cada um deles? E qual é o seu preferido?

Todo livro da linha Mundo das Trevas Storytelling no qual começo a trabalhar é um prazer renovado. Quando traduzi o Livro de regras do Mundo das Trevas, Antagonistas e Vampiro: o Réquiem (e, nessa época, eu era só uma tradutora free-lance), a emoção maior, e também a responsabilidade, foi criar toda essa terminologia em português, que seria usada por centenas ou milhares de jogadores Brasil afora. Eu já tinha feito algo parecido antes, quando traduzi O Senhor dos Anéis RPG, mas os jogos da White Wolf têm um atrativo único que muda toda a experiência. A complexidade do texto é um desafio constante (consultas a cinco ou mais dicionários, por exemplo), e os desafios me estimulam bastante.
E cada livro traz uma surpresa ou um problema diferente: em Os ritos do dragão, achei idéias interessantíssimas sobre a essência do vampiro e o texto da tradutora Cleo Carrero era uma delícia; Lobisomem: os Destituídos foi o livro mais difícil que já produzi, em termos de projeto gráfico, e a reformulação da ideia de lobisomem como personagem central de um RPG me deixou boquiaberta; em Lugares misteriosos, a ideia do mini-cenário "O quarto vazio" me tira o sono até hoje, no bom sentido.

É difícil escolher um preferido, porque a qualidade de todos eles até mesmo como simples material de leitura (OK, excetuando-se os escudos) é impressionante. Geralmente, o preferido é aquele no qual estou trabalhando no momento. Terminei Mago há pouco e, portanto, eu diria que ele é meu preferido agora, mas já começa a perder o posto para Changeling. Curto muito Lobisomem como jogo, porque sou fã de sessões em que os jogadores cooperam, e a alcatéia exige isso. E Vampiro é uma análise sensacional da condição humana e também de sua política e religiosidade; adoro ler tudo que a White Wolf produz sobre Vampiro: o Réquiem.

3. E falando nas traduções, o que você pode falar sobre as reclamações, algumas até exageradas, feitas por alguns fãs do Mundo das Trevas Storytelling quanto a tradução de alguns termos os livros básicos?

(Atenção: resposta longa, muito longa a caminho.)

O que posso dizer é que eu acho que entendo os motivos de tantas críticas, mas não posso concordar com um grande número delas, principalmente quando parecem exageradas e, em alguns casos até mesmo descabidas, do ponto de vista da tradução profissional.

Eu sei que cometo erros. Se não cometesse, não seria humana. Mas há uma diferença entre erro de tradução e divergência de opiniões quanto a opções de tradução.

Acho que as críticas descabidas aparecem por dois motivos principais:

1. Como os jogos levam algum tempo para sair em português, as pessoas vão usando os termos específicos em inglês ou traduzindo-os da maneira que acharem melhor. Não há nada de errado nisso. Aí o ouvido se acostuma com certas coisas e, mais tarde, quando a edição nacional é publicada, qualquer coisa que seja diferente daquilo com que o ouvido se acostumou vai soar estranha, independentemente da qualidade da tradução. É uma luta inglória e perdida já de saída para o tradutor, porque é impossível agradar todos que têm uma solução predileta para este ou aquele termo de jogo. E MUITA gente tem suas predileções.

2. Minha segunda hipótese não é fácil de resumir em poucas palavras e pede algumas explicações. Mas, em resumo, seria algo como: os jogadores se acostumaram a fazer críticas fortes às publicações nacionais de RPG porque essa produção teve maus momentos e, agora, a desconfiança em relação a essa produção é tão grande que algumas pessoas talvez procurem avidamente coisas para criticar, correndo aí o risco de criticar sem fundamentos.

Agora, a explicação:

Eu publiquei uma série de pequenos artigos encadeados no blog AtsumiRPG comentando que a produção nacional de RPG (seja de material original ou traduzido sob licença) precisava sair da fase heróica (ou seja, feita na raça e na coragem pelos fãs) e se profissionalizar. Essa fase heróica durou muito tempo aqui no Brasil, e a ela devemos muita coisa boa, mas também herdamos dela certas tradições na tradução informal dos termos que, numa fase que tende à profissionalização, precisam ser necessariamente revistas. Exemplos: "rolar os dados" (a língua portuguesa já prevê "jogar ou lançar os dados" e o anglicismo é desnecessário) ou "camisão de cota de malha" ("cota" não descreve o material e já indica uma "camisa" e, portanto, o mais adequado talvez fosse "camisão de malha").

Uma das heranças da fase heróica é o que eu chamo de "gurpsização" e simplificação da tradução. As pessoas envolvidas na produção dos livros da fase heróica eram fãs bem-intencionados que sabiam alguma coisa de inglês, mas não tinham a preocupação, por exemplo, de adequar o tom do texto traduzido ao tom do original. E, como GURPS foi um dos primeiros manuais traduzidos para o português e formou mais de uma geração de Rpgistas, parece que o tom técnico e a linguagem simples de GURPS acabaram dando o tom de várias outras traduções. Um exemplo: "Thieving Talons of the Magpie", algo como "as garras ladinas da gralha" era o nome de um Dom de Lobisomem: o Apocalipse. Havia, no original, certo lirismo. Mas esse Dom ficou conhecido em português como "Roubar Poderes": técnico, simples e direto, nada lírico.

A questão aí é que a principal preocupação do TRADUTOR tem de ser a fidelidade ao espírito do texto original. Simplificar ou "gurpsizar" o texto pode ter sido uma estratégia válida na fase heróica do RPG aqui no Brasil, mas, quando a profissionalização entra em cena, a simplificação -- imaginando, talvez, um leitor medíocre ou analfabeto funcional -- presta um desserviço à obra original e também ao leitor. Isso não é traduzir, é ADAPTAR. As publicações originais do Mundo das Trevas sem dúvida conversam com um leitor culto e de vocabulário bastante amplo. A função do tradutor profissional é tentar reproduzir esse diálogo em português. E, com isso, não quero dizer que procuramos excluir deliberadamente os leitores que, por uma série de motivos socioeconômicos, não têm acesso a essa cultura ou a determinado vocabulário. Acho que é totalmente possível o texto requintado do Mundo das Trevas estimular os jogadores a ampliar seus horizontes culturais. Sei disso por experiência própria: eu estudei em escolas públicas a maior parte da minha vida, inclusive no curso superior, e meus pais nunca passaram do ensino fundamental. Isso nunca me impediu de aprender com tudo que li na vida, sem dispensar a consulta a dicionários e enciclopédias (e, hoje em dia, a internet).

Creio que, para os leitores acostumados à "gurpsização", a mudança de ponto de vista na linha nacional do Mundo das Trevas Storytelling deve ter sido mesmo um choque.

Por outro lado, muitos leitores criticavam, com razão, a produção da fase heroica por uma série de erros crassos de tradução. Não estou falando de divergências de opinião quanto a certas opções, como "Andarilhos do Asfalto" para "Glass Walkers", que muita gente critica, mas eu sempre achei brilhante, porque adapta a ideia à realidade brasileira, onde a urbanidade é definida pela presença do asfalto, e não dos grandes arranha-céus de vidro, como nos Estados Unidos. Estou falando de coisas como "gibbous moon" ter virado "lua minguante", quando o termo diz respeito à lua quase cheia. Estou falando de "eventualmente ele quebrou o braço", em vez de "ele acabou quebrando o braço", e coisas do gênero. Acho perfeitamente natural que, diante de tantos exemplos desabonadores, o público desenvolvesse uma desconfiança em relação aos manuais de RPG publicados no Brasil. Mas o que tem acontecido é que essa desconfiança tem se estendido a traduções corretas, mas, digamos assim, não exatamente óbvias, como é o caso da polêmica recente por causa do Arcano da Sorte em Mago: o Despertar. A sorte, em português, apesar de não ser, a princípio, nem boa nem má -- é simplesmente o destino, a sina, a estrela etc. --, acaba sendo sinonimizada exclusivamente à boa sorte por muitas pessoas, e talvez esteja aí a raiz da polêmica que, do meu ponto de vista, nem era necessária.

4. Depois do nascimento de sua filha e do fim de sua licença-maternidade, você retomou os trabalhos na tradução de Mago: O Despertar, e está agora trabalhando na tradução do Cidade dos Amaldiçoados: Nova Orleans e no Changeling: The Lost, e Fabio Sooner está traduzindo o Second Sight, como se deu a escolha destes livro para a tradução? E quais as chances dos três últimos serem lançados ainda em 2010?

Depois da licença, eu retomei a produção de Mago: o Despertar, porque em março de 2008, quando me retirei, o livro já estava todo traduzido. Com isso, vocês podem fazer uma ideia de como a produção dos livros básicos do Mundo das Trevas Storytelling é complicada.

Respondendo à pergunta, optei por A cidade dos Amaldiçoados: Nova Orleans, que é um cenário pronto e bem acabado para Vampiro: o Réquiem, porque preciso ter nas livrarias algum material que ajude a formação de novos Narradores de Storytelling. Você está começando agora e não sabe muito bem como montar uma crônica? Taí um cenário pronto e um zilhão de boas ideias para você e seus amigos. Changeling: the Lost (o título provisório aqui no Brasil é Changeling: os Perdidos) é o jogo do Mundo das Trevas que mais me impressionou até agora por seu potencial para o horror e foi um grande sucesso lá fora. É uma aposta segura, em minha opinião.
Second Sight (ainda sem título) é um dos poucos suplementos de MdT que tem atrativos para os jogadores, e não só utilidade para os Narradores. Poderes psíquicos e magia não-Desperta para personagens mortais? Eu quero!

O plano é lançar os três títulos em 2010. Eu vou fazer o possível para isso acontecer, mas, como mais de uma vez vi meus planos frustados ou adiados pelo imponderável (como o nascimento da minha filha em 2009), prometer fazer o possível é só o que eu posso fazer. Eu prometi fazer o possível em 2008 e acabei lançando cinco produtos novos e mais os roteiros introdutórios gratuitos de Vampiro e Lobisomem.

5. Além destes 3, quais são os próximos, ou pelo menos aqueles que você tem em mente para serem traduzidos?

Vou ser sucinta, só para contrariar (*risos*): Armory (Arsenal), livros de coalizão de Vampiro: o Réquiem e Hunter: the Vigil. São apenas exemplos do que tenho em mente e nenhum deles deve sair em 2010.

6. Algum tempo atrás foi dito que o livro Promethean: The Created não seria traduzido. Existe mais algum livro sem chance de ter uma tradução?

Eu disse que Promethean: the Created talvez não fosse uma boa aposta para o mercado nacional, principalmente naquele momento que vivíamos quando fiz essa declaração. Isso pode mudar. Não estou dizendo que vai, mas pode mudar. (E o Fábio Sooner me apresentou argumentos muito bons para, talvez, repensar essa questão.) Acho que vários suplementos da linha não têm muitas possibilidades por aqui, simplesmente porque os jogadores brasileiros pouco se interessam por eles e, em decorrência disso, o mercado não os absorve. Exemplos: The Blood, a maioria dos suplementos de Lobisomem: os Destituídos (porque o livro básico é bem completo), Chronicler's Guide. Outros, como Damnation City, talvez sejam impraticáveis por causa do tamanho e do custo e por se dedicarem quase exclusivamente a Narradores, que formam aí a menor fatia do público consumidor.

7 - A Devir estaria interessada em organizar algum tipo de evento periódico para o Mundo das Trevas Storytelling, com campanhas prontas, tal como a RPGA, para promover melhor o novo Mundo das Trevas, já que em outras regiões, tomando como exemplo o Estado do Pará, o antigo Mundo das Trevas ainda possui muita força e muitos fãs, que de uma maneira ou de outra se negam a conhecer o novo cenário?

Eu adoraria ver isso acontecer. Acho uma pena que o ramo internacional da Camarilla se concentre exclusivamente nos fãs de live-action. O modelo da RPGA me parece muito mais interessante para o RPG "de mesa". Obviamente, seria necessário criar um modelo de clubes de RPG que se adequasse ao Mundo das Trevas Stortytelling. Esse é um sonho que acalento desde que assumi a linha e cheguei a falar disso em pelo menos duas reuniões de trabalho aqui na Devir, mas não creio que a editora tenha condições de organizar algo assim: faltam os recursos humanos necessários.
A Camarilla e a RPGA têm o apoio das respectivas editoras norte-americanas, mas ainda são essencialmente organizadas e dirigidas pelos fãs.

Agora, se os fãs criassem esse(s) clube(s), acho que a Devir poderia estudar maneiras de colaborar com brindes exclusivos, publicação de material de qualidade produzido pelos fãs (e membros dos clubes) etc. Obviamente, essa colaboração dependeria da aprovação da White Wolf.

8. Você também traduziu alguns livros do Mundo das Trevas Storyteller, pode nos falar as suas impressões pessoais sobre cada um dos cenários?

Nossa, faz tanto tempo. Vou falar daqueles que mais me marcaram: Múmia: a Ressurreição, Demônio: a Queda e a edição revisada de Lobisomem: o Apocalipse.

Múmia foi o segundo livro que traduzi e me proporcionou uma experiência de aprendizado muito boa. Gosto da temática do jogo de que a redenção é possível no Mundo das Trevas, mesmo para monstros antigos. É uma mudança de ares interessante. Do ponto de vista profissional, Múmia foi importantíssimo para mim. Depois da preparação, quando vi a quantidade de alterações que introduziram no texto que eu tinha traduzido com tanto carinho, percebi que um bom tradutor não pode ter só noções da língua, bom senso e boa intenção. Foi com esse livro, e com os problemas apontados pela preparadora, que eu dei meu primeiro passo para aprender a traduzir profissionalmente.

Demônio: a Queda é uma delícia de livro, desde que se tenha a mente aberta para essas coisas que lidam com o imaginário judaico-cristão. Adorei o fato de personagens "em on" narrarem vários capítulos, amei o fato de as grandes diferenças entre os demônios serem de caráter filosófico-ideológico.

A edição revisada de Lobisomem: o Apocalipse foi um desafio enorme. Acho que foi o primeiro grande contato que tive com os legados da fase heroica do RPG nacional, o que me obrigou a repensar várias coisas e procurar soluções para vários problemas. Um deles foi o esforço para colocar alguma ordem na confusão que era a terminologia de Lobisomem. Havia termos em inglês que correspondiam a três ou mais traduções diferentes em português. O apêndice dessa edição, com a megatabela de padronização, foi resultado desse esforço. Com Lobisomem: o Apocalipse, eu comecei a aprender algumas coisas sobre a função de editor.

9 - Para os RPGistas que, com conhecimento da língua inglesa, desejem conquistar um espaço na equipe de tradução do Mundo das Trevas. O que você recomendaria a ser feito?

Para começar, não basta conhecer a língua inglesa. É preciso também ser poliglota em português, ou seja, é preciso dominar as diversas normas do idioma: a culta, a coloquial, a vulgar etc. Também é preciso ter alguma prática na tradução de textos literários, porque a ênfase das publicações do Mundo das Trevas nesse tipo de coisa é bem grande. Conhecer o sistema de regras e a terminologia em português também é importante. Quem quiser se candidatar é só escrever para mdtrevas@devir.com.br. Eu mandarei os testes de tradução para os interessados.

10. Quero agradecer a você Maria do Carmo pelas respostas e pedir que deixe um recado para os RPGistas e fãs do Mundo das Trevas Storytelling do Pará e do Brasil!

Eu é que agradeço pelo convite do RPG Pará! As perguntas foram bem interessantes. Foi um prazer respondê-las.

Antes de qualquer coisa, quero dizer que é muito bom ter notícias de RPGistas e fãs do Mundo das Trevas fora do nosso limitado eixo Rio-São Paulo. E fico imaginando como seria Belém ou Altamira envolta em trevas.

O RPG como hobby depende muito de seus fãs para sobreviver, porque são os fãs que formam a nova geração, que vai manter viva essa ideia de compartilhar histórias em volta da mesa, seja forrada de pedaços de pizza ou bolachinhas de castanha-do-pará com doce de cupuaçu. Peço, mais como RPGista do que como editora, que quem quiser e puder ajude a divulgar o hobby, a formar novos jogadores e narradores. Eu espero que o Mundo das Trevas Storytelling ainda cative muita gente que está enveredando agora pelos RPGs de horror, e espero que ele seja uma grata surpresa para os Narradores e jogadores do Storyteller que escalaram altas montanhas com suas crônicas e agora estão atrás de novos desafios num cenário/sistema diferente, mas estranhamente familiar.

Incendite Tenebras Mundi,

12 comentários:

Seth disse...

Eu ri no "MC Zanini" :D

John Bogéa disse...

Ótima entrevista.

MC disse...

Pois é, Seth. Eu cheguei a escrever, do lado de "MC Zanini": (não, não sou rapper). Mas acabei mudando de ideia no último segundo.
Fazer o quê? Me deram esse apelido, e o apelido pegou.

Gilson disse...

Ainda bem que você, Zanini, deixa essa oportunidade de contato sobre sua linha, pois da Devir desisti de perguntar sobre o único produto que me interessava, que não é da White Wolf.

Seu nome sempre está em minhas referências bibliográficas, bem no final, quando apresento artigos científicos em eventos de educação, por conta do 'Anais do Iº Simpósio RPG e Educação'.

Yuri Seth, não esperavas que ela respondesse, não é? Hahahaha!

Gilson

Seth disse...

Gilson,

Eu não espero mais nada nessa vida. Quem sabe na próxima.... Hahahaha.

Michael Wevanne disse...

mais uma vez parabenizo o chuva vemelha pela otima sacada e pela escolha das otimas perguntas!

obvio, agradeço a MC zanini pelo seu mais recente hit... digo, por prestigiar seu publico e compartilhar conosco o processo editorial de um dos RPGs mais jogados no brasil e no mundo!

Arquimago disse...

Gostei da entrevista.

Álvaro disse...

Desejo,sinceramente, que Zanini reflita mais uma vez sobre suas opções para a linha de Lobisomem. Embora o cenário tenha sido apresentado muito completamente, no livro básico, muitos jogadores e Narradores são ávidos por certos detalhes de expansão, como o caso dos Puros e da "fisiologia" Uratha (tá certo, isso é mais para os Narradores).

Pelo menos estes três livros deveriam constar, nos planos:

Rage: players guide to the Forsaken, Lore of the Forsaken e The Pure.

rafael disse...

O desejo dos Puros ñ é de forma alguma só dos Narradores, pois o mesmo livro além de servir como guia para o narrador pode ser usado como jogo também, pois os players podem encarnar os Puros e ter como rivais os próprios Destituídos. Esse livro é um dos mais interessantes, pois tem dois usos num livro apenas.

?????????? disse...

Realmente existem alguns suplementos bons para Lobisomem:
Lore of the Forsaken
Predators
Blasfemies
Hunting Grounds - The Rockies
The Pure
War Against the Pure
Rage: players guide to the Forsaken

Ou seja, pra quem realmente gosta de Lobisomem, muitos dos seus suplementos são ótimos, e realmente o livro não é completo, isso é dito no Lore of The Forsaken, que nada mais é do que um complemento ao livro, retirando a maioria das frestas que o mesmo deixa. Sinceramente, Lobisomem sempre foi uma linha deixada para trás aqui no Brasil, mesmo tendo seus fãs fiéis.

Carolina disse...

Olá, parabéns pelo blog, e obrigada pela entrevista, foi bem legal de ler. Já divulguei por aqui, se vocês não se importarem =]
Eu queria pedir um favor, eu faço parte de um grupo chamado FeiraRPG, e estamos querendo produzir um evento sobre RPG e Educação. Será que seria possível vocês passarem um contato de Maria do Carmo? Desde já obrigada, Carol.

Carolina disse...

meu email... phistcarolina@gmail.com

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