25 de novembro de 2009

Diagnóstico RPG: Altamira

Salve povo! Hoje estou trazendo para vocês um trabalho que resolvi fazer sobre os ambientes de RPG nas cidades do Estado do Pará. É basicamente um diagnóstico que montei através de seis perguntas que fiz para jogadores de RPG de cada município.

O objetivo é trazer ao conhecimento dos leitores como esta a situação do RPG e seus praticantes em várias cidades do Estado do Pará.

E para começar, escolhi o Município de Altamira no qual contei com a ajuda e os depoimentos do pessoal da Comunidade do Orkut: RPG Altamira. Ao lado, a título de curiosidade, apresento a vocês a bandeira do Município de Altamira.

Confiram abaixo o diagnóstico:

Pergunta I - O que é mais comum para os grupos de RPG da cidade? Jogar em lugares privados (casa de algum dos jogadores) ou em lugares públicos (escolas, parques, praças, lojas, etc.)?

SAITO: Acho que posso responder essa por todos. É costume jogar na casa de um dos jogadores. Seria interessante jogar em lugares como este citados. A gente até tenta quando dá, mas só não acontece mais por falta do opções.

╬ ┼ J ┼ K ┼: Exatamente como o Saito falou. Bem que gostaria que inovássemos. Principalmente para colocarmos uma ambientação melhor, mas nossa cidade não oferece tais locais para isso. E isso é um problema para nós, pois muitos não mestram justamente por isso. Ficamos dependentes da boa vontade de jogadores para cederem as casas para que aconteça as mestragens.

Pergunta II - No momento da aquisição de livros, miniaturas, mapas e outros materiais de RPG, onde os RPGistas do município conseguem esse material?

╬ ┼ J ┼ K ┼: O nosso municipio é pobre nesse tipo de material, pois os lojistas não vêem lucro nessa área. Se enganam muito, pois compram bastante. Tudo que precisamos recorremos a internet. Eu possuo diversos livros impressos, que eu mesmo baixei e imprimi. Possuo apenas um livro original (O Abismo - Trevas), mas tem vários na cidade que possuem livros originais.

Kyllan: Aquisição de material somente pela net aki na cidade! Como o Kleybe cometou ai. Aqui infelizmente temos que usar livros impressos. (quem não tem cão caça com gato). ^^

Pergunta III - Quais os jogos/sistemas mais usados entre os grupos de RPG da cidade?

╬ ┼ J ┼ K ┼: Essa vou responder apenas por mim: Storyteller (vários títulos), 3D&T (nunca mais joguei) e atualmente D&D.

SAITO: respondendo ao tópico: 3D&T (em primeiro lugar), D20 (em segundo) e Storyteller (por ser um sistema bastante versátil);

REVOLUTION: Wilker! 3D&T está praticamente esquecido aqui. Poucos são os que insistem nele. O sistema predominante é D20 e ramificações. Depois vem Storyteller.

Pergunta IV - Existem projetos de crossover de mesas (intercâmbio de aventuras) ou projetos de live actions? Caso sim, quais são?

SAITO: Falas de quando duas campanhas diferentes se cruzam? Isso já aconteceu, mas não tenho certeza se é isso. Agora, live actions eu não curto e acho que a galera também não.

╬ ┼ J ┼ K ┼: Iden!

REVOLUTION: De Cross overs eu não me recordo e se houve algum foi inter-grupo mesmo, pois os grupos aqui não são tãããão unidos assim. Live Action? nunca participei mas participaria se houvesse a oportunidade.

SAITO: Sim, em Savers Of Apocalypse, nosso grupo se encontrou com os personagens do pessoal do centro (cujo nome da campanha não me recordo). Na verdade as duas campanhas se passavam paralelamente no mesmo cenário. Agora, a circunstância no jogo, eu não me lembro.

REVOLUTION: Aaaaah! Agora me recordo! Eles eram os Shadow Warriors ou alguma coisa do gênero (só sei que no nome tinha algo haver com sombras/escuridão e guerreiros). Me lembro até da ocasião. Estávamos enfrentando a Enguia Rainha e Deenar, o Elfo do Mar (uia rimou ^^). Logo após pegar os "Discos dos 3". Agora não me lembro bem como foi a seção e no tempo eu ainda era jogador iniciante, nem prestava muita atenção nisso. Ficava mais antenado no rpg em si. Mas se for julgar por hoje talvez tenha sido um pouco bagunçada pois tinha muitos jogadores e a situação fugia um pouco do controle do mestre. Eram uns 9 jogadores mais ou menos, mas não me lembro de ser uma seção ruim, ao contrário foi legal comercializar intens com o outro grupo (malditos! aquele chapéu não devia custar 5.000 POs!).

Pergunta V - Existem eventos de RPG ou outros eventos onde o RPG faz parte da programação? Caso sim, quais são e em que circunstâncias eles ocorrem?

REVOLUTION: Bem... vou responder pelo que eu vejo e... não o rpg nunca sai da mesa de jogo. Se eu estiver enganado me corrijam por favor.

SAITO: De fato. Que me lembre, pelo menos enquanto eu estive aí, o RPG jamais saiu da mesa, mas já houve ótimas intenções de iniciar um sindicato e um encontro altamirense de RPGistas. "O que é crido ser o bem pode se revelar o mal, e o que é crido ser o mal pode se revelar o bem."(Lorde Demônio - Heaven or Hell).

Pergunta VI - Vocês gostariam de fazer algum comentário ou observação final sobre o ambiente do RPG em Altamira?

╬ ┼ J ┼ K ┼: Vou responder essa com uma certa indignação, pois o RPG esta morrendo em nossa cidade por falta de jogadores, mestres e o que acontece mais: "Falta de palavra entre jogadores e Mestres". Isso ta matando! Seria mais justo se fôssemos mais claros quando afirmarmos as coisas tipo: eu vou, e ir, mais depois sair ou não dá a minima pra seção. Isso desmotiva! Falo como Jogador: quando sai de Megamen, pedi pra sair porque sabia que a universidade não ia me dar tempo para jogar. E foi o que aconteceu. E tinha consciência disso. Falo agora como mestre: A gente perde horas preciosas do nosso dia formulando aventura, fazendo mapa, bolando pluzzes e tudo mais pra chegar na hora não darem importância, ou até mesmo nem irem. Respeito, acho que é isso. Espero que ninguem se sinta ofendido!

SAITO: De fato! Percebo que tem sido um problema a falta de compromisso com o jogo, pois apesar de sê-lo, dá trabalho. Eu também sou (fui) mestre e sei como é. Desmotiva não recebermos a devida consideração. Quando eu for pra Altamira, pretendo mestrar uma campanha, mas pelo jeito que tá indo, não tenho tanta certeza se vai valer a pena gastar meu tempo trabalhando na campanha.

REVOLUTION: Concordo totalmente com o que foi dito acima. Mas gostaria de falar de um outro fator: falta de jogadores/mestres. Nosso grupo diminuiu bastante nos últimos anos e com isso a variedade de jogos também, pois cada mestre tem o seu estilo. Uns são mais focados em anime, outros em RPGs medievais, outros em mundo moderno, outros em aliens e acho que a grande falta de interesse também se deve em parte a isso. Acho que o RPG esta caindo na rotina e isso tá desviando alguns jogadores. As minhas atividades no RPG ficaram menos ativas do que antes. Por agora eu ter que dividir o meu tempo entre RPG e namorada, e todos aqui vão concordar comigo quando eu mencionar uma frase que o próprio Wilker disse certa vez: "namorada toma 90% do seu tempo", mas meu interesse ainda é mesmo tanto que eu acho muito foda isso que o Zé mencionou. Esses jogadores que dizem que vão pra seção e não vão. Estamos tendo um problema sério com isso com um jogador e faz quase um mês que não temos seção de desse RPG em parte por culpa dele. E tipo eu tento balancear as coisas mas o foda é que nenhum lado parece entender o outro. Se eu não vou na casa dela pra jogar com os amigos, tô trocando ela pelo RPG. Se eu falto na seção para ficar com ela, eu tô sendo controlado por ela. Claro que nenhum dos lados expõe isso mas é o que fica no ar e que eu sinto.

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Quero agradecer aos RPGistas da Comunidade do Orkut: RPG Altamira em ter ajudado nesse diagnótico.

Para os mais curiosos, pretendo fazer o próximo diagnóstico para o Município de Santarém.

5 comentários:

Fabricio Caxias disse...

E o povo daqui reclama de barriga cheia ¬¬*

Bruno Chuva Vermelha Neves disse...

O RPG e os RPGistas de Altamira tem praticamente os mesmo problemas que temos aqui com relação locais de jogo, lojistas e a falta de contato entre narradores e jogadores, mas considero que em Belém a situação seja um pouco pior, pois estamos na capital.
E tendo contato com jogadores de outro estados, os organizadores do Dia D,o cenario é o mesmo em quase todos os estados.
Os Problemas com Lojistas que compram livros demais achando que vão vender tudo rapidinho e depois quebram a cara tambem acontece aqui, vide a Hq club que na Feira do Livro se entumpiu de Livros do D&D 3.5, com a 4º edição já lançada.

John Bogéa disse...

Essa é uma situação nacional, não tem como existir mercado sem hábito de consumo ou consumo exclusivo de produtos importados, os empresários jamais vão investir em algo não-lucrativo, a tendencia é se extinguir mesmo, a solução é comprar mais livros, investir de verdade (Palavras de um apaixonado pelo jogo), gastar dinheiro mesmo, pra ver se o mercado reage, ver se aparacem investidores, patrocinadores e etc, afinal RPG é capitalista.

Michael Wevanne disse...

falta um pouco de trato social das lojas para com os consumidores. ao que parece, para vender rpg nao basta apenas abrir uma loja e esperar que as pessoas se desloquem e vao comprar lah.

afinal, existem uma serie de praticidades que torna mais facil a compra atraves da internet (vide meus ultimos livros que foram comprados na loja virtual da jambo: frete zero e recebi em casa).

podemos ateh dar o exemplo da wizards com o novo d&d. sempre mantendo contato com os jogadores e mantendo-os interligados (pela rpga, por exemplo).

a hq aparentemente tem um espaço para jogos, mas nem sei a situaçao do local (quando eu fui dar uma olhada, a construçao da sala ainda nao estava finalizada) e eu nunca cheguei a ver um contato efetivo com os jogadores.

mas nao culpo a loja, afinal ela vende prioritariamente hq, nao rpg.

nerd disse...

é muito bom mesmo...

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