12 de julho de 2010

O mercado da borda, os jogos “indies”, novas publicações

Depois de uma década de muitos sistemas e cenários variantes de um só sistema, o mercado, e em particular o mercado brasileiro, tem a oportunidade de acesso a sistemas traduzidos e nacionais fora do eixo principal (evito o estrangeirismo mainstream), os sistemas conhecidos por ‘alternativos’ ou ultimamente ‘indies’, seja lá qual for a melhor tradução para este termo; aceito esclarecimentos.

O jogador brasileiro será agraciado nos próximos meses com o jogo Rastro de Cthulhu, da recente editora RetroPunk. Veja mais detalhes nesta ótima resenha do John, aqui no RPG Pará.

Além desta ótima novidade, o pessoal da editora Secular Games, que já experimentou da publicação e venda em PDF na gringolândia, está trabalhando no projeto do jogo definido como ‘narrativa épica’, o Busca Final, e apresentou a ideia do jogo no fanzine Mamute, onde este por sua vez oferece um jogo impresso de sátira, o Tópicos & Trolls.

A surpresa máxima é da editora Devir, afirmando que também está interessada em sistemas fora do eixo principal do mercado, apesar de ter suspendido a publicação do Chamado de Cthulhu, talvez por conta do anunciado Rastro de Cthulhu da RetroPunk.

Toda a atenção está voltada para a editora RetroPunk, que já divulgou sua intenção de iniciar uma série de publicações deste tipo de RPG para o próximo ano, provavelmente focando nos jogadores que conheceram o jogo no início dos anos 90, já beiram ou passam dos trinta e tantos anos, buscam outras formas de se divertir ao contar histórias e têm seu próprio dinheiro para jogos diferentes e caros.

Gilson

7 comentários:

John Bogéa disse...

Que bom que os jogadores brasileiros estão cada vez menos bitolados. Acho ótimo ver gente querendo investir em linhas fomosas lá fora e que infelizmente no Brasil estvam ofuscadas.

A retropunk tem ótimas porpostas, além do Trail of Cthulhu, ouvi que eles pretendem trabalham com Dont Rest Your Head, Dont Lost Your Mind, Savage Worls, Spirit of Century e Eclipse Phase. Todos teoricamente baratos de produzir e de publicar.

John Bogéa disse...

Também fico feliz em ver vários game designers amadores pelo brasil criando, além de cenários, sistemas próprios para jogarem em seus cenários. Independencia total, os sistemas "indies" de fato.

Gilson disse...

Só lembrei de ti com essas notícias.

Gilson

André Mousinho disse...

É por isso que eu digo: graças aos deuses estamos tendo a chance de ter de volta nosso DIREITO DE ESCOLHA sobre qual sistema jogar (ao invés de ter que adequar tudo quanto é cenário a uma mecânica universal de regras). Viva a variedade!!!

buda disse...

concordo com andré

Gilson disse...

Renovação da diversidade em terras brasilis.

Gilson

Michael Wevanne disse...

fim da coletividade d20? sejam assimilados seus hereges! hahaha!

monopolio sucks!

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