27 de junho de 2010

É possível um mercado de PDF para os jogos de RPG no Brasil?

Quando penso em PDF para nosso entretenimento querido, penso em aventuras e suplementos de poucas páginas. Ou será que em nosso mercado, em um país com graves problemas de administração pública financeira (saúde, moradia, emprego, impostos, segurança, educação) há espaço para livros básicos em PDF?

Eu sinceramente creio que não, mas posso estar muito errado. Acredito que fomentaria a pirataria, bastando uma compra com nome falso ou não. É ilegal comprar material digital e disponibilizá-lo? Não sei se é crime, sei que é uma imensa falta de respeito com a editora e com os trabalhadores envolvidos.

Pelo que observo dos outros blogueiros, quando comentam suas aquisições em sites internacionais de material em PDF, que geralmente são produtos pequenos (poucas páginas) e baratos. Talvez isso provoque um freio em querer adquirir sem pagar ou quem deseja o material tem alguma consciência de mercado e prefere comprar a procurar para baixar. Será?

Ainda não tive a oportunidade de contato com um sistema desses, mas ao que parece o único “bloqueio” em incentivar a distribuição para os amigos em todo o planeta é o nome do comprador no material. E se o nome for falso, como indaguei acima?

Outro aspecto interessante é de alguns produtos serem de poucas páginas como comentei, tornando a leitura menos cansativa na tela do computador e possibilitando uma impressão com baixo valor, além de pesquisa mais rápida ao que se quer no material.

Ao ler uma reportagem sobre a movimentação das grandes editoras nacionais de outros mercados editoriais com relação ao PDF, foi que comecei a refletir sobre o assunto com RPG no Brasil, que talvez um modelo de negócio e até mesmo de sistema possa ser um grande centralizador, como o PagSeguro tem se tornado para o comércio eletrônico no Brasil. Neste exemplo, muitas empresas preferem não inventar um sistema, mas pagar pelo serviço de um criado e que tem se consolidado.

São mais perguntas que achismos ou posicionamentos.

Gilson

9 comentários:

John Bogéa disse...

Nossa, acho ótimo que livros menores com venda em PDF. Se analisar bem, mesmo que se lance um livro físico, ele uma ou outra vai acabar em um PDF distribuido na rede. Acho até que essa distribuição de material ilegal em PDF ajuda pequenas editoras a venderem mais. Sério. O cara vai, baixa o pdf, gosta do livro, e compra o original. Conheço vários e vários casos assim.

Gilson disse...

Mas só se a pessoa tiver o mínimo de consciência, acredito. Ou te referes que a pessoa lê/conhece através do PDF ilegal e compra o livro físico?

Gilson

Erick Patrick disse...

@Gilson – Conheço gente que faz exatamente isso, lê o ilegal para ver se se interessa e depois compra o original, impresso.

Acredito, até, que seja uma saída plausível, a venda de livros em pdf. Há meios de fazer o bloqueio, por exemplo, marcando o pdf com alguma informação do computador, ou qualquer coisa do tipo… Baixar através de um programa próprio como o iBooks do iPad da Apple e lá vai pedra…

E para imprimir, tem como colocar marca d'agua só na hora que for imprimir, que impede a leitura total do livro!

John Bogéa disse...

Eu faço exatamente isso quando compro pela net. Preciso primeiro conhecer o conteudo do livro antes de comprá-lo. Equilave a aquela famosa folheada que se dá no material na banca de revistas antes de comprar.

Gilson disse...

Sei exatamente como é, John! Faço o mesmo, com revistas nas bancas.

Erick, eu desconhecia esses recursos de bloqueio/controle. Grato!

Gilson

Guimas_moraes disse...

Acho que há mercado sim, porém, não adianta vc publicar um material de cobrar o valor do livro impresso, tem que ser mais acessível.

Além disso, o jogador brasileiro tem que começar a se adaptar, consumir em pdf pode facilitar mais lançamentos, já que não haveria o custo de impressão dos livros.

A RetroPunk tem um projeto para venda de material exclusivo em pdf.

John Bogéa disse...

Em alguns sites de venda, o material em pdf custa pouco mais de 10% do material impresso. É muito barato mesmo. Mesmo levando em consideração que o comprador talvez queira imprimir.

Michael Wevanne disse...

como conversei em outras ocasioes com o bighead, eu nao acho que o brasil tem maturidade para mercado de PDFs vingar...

Gilson disse...

Pensamento pertinente este, Michael!

Gilson

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