28 de maio de 2010

Revistas sobre RPG são importantes, apesar da ineficácia


Assombroso: apenas 16.064.673 de brasileiros têm acesso à Internet em casa, sendo que mais da metade, 8.377.146, usam acesso DISCADO (lento e tarifado cada vez que usa, exceto depois da meia noite, hora de dormir). Não custa lembrar que a população brasileira atual é de 183,9 milhões de habitantes (dados do IBGE – dezembro de 2007).

Acessar numa loja, em computadores de amigos, parentes, escola, universidade, trabalho ou outro lugar não é a mesma coisa que ter acesso (bom ou razoável) em casa, de ter um computador em casa para ver quando quiser seus arquivos, textos criados, personagens, etc.

A única e atual revista de RPG em circulação nacional continua importante em fornecer material e/ou ideias para jogadores e mestres iniciantes. Não sou contra ou a favor da revista, mas ela parece ter esta importância. Nem sou cliente dela, nunca fui.

Mas a revista comete uma grande falta com quem gostaria de conhecer RPG: ela não explica o jogo e nem poderia fazê-lo sem magoar os fãs mais xiitas e incompreensíveis. Para fazer isso ela precisaria, digamos, de uma página EM TODAS AS EDIÇÕES, de preferência bem no começo, até mesmo antes do editorial, em página ímpar (as mais importantes em publicações. Sou comunicólogo antes de futuro professor). Nesta página mágica ela explicaria o tal do RPG.

Mas e aí?

Bem, aquela pessoa atraída pela capa da revista, possível novo/a jogador/a como tantos outros/as possíveis, leria esta página-chave e poderia encantar-se com o jogo. Só não teria um sistema para jogar. Teria que comprar algum sistema indicado para iniciantes em alguma loja específica (qual sistema? Qual loja? Pela Internet? A pessoa tem acesso fácil à grande rede?). De cara eu sugeriria o mais recente 3D&T, que está disponível para baixar e tem o apelo anime/mangá, mas corre o risco dos problemas que coloquei há pouco entre parênteses.

Um sistema simples junto seria ótimo, que usasse moeda ou par ou ímpar, mas aí haveriam queixas épicas dos atuais clientes fiéis da revista por conta de “páginas desperdiçadas”.

Pensei há muitos meses em enviar essas sugestões para a editoria da revista, mas como já vi (lendo) alguns autores tratarem as pessoas de forma tão ríspida, compartilho com vocês estes pensamentos. Mas de repente a revista não tem a intenção de criar novos jogadores, então o que eles fazem atende sua atual clientela.

A realidade digital:



Gilson

6 comentários:

João Paulo Francisconi disse...

Opa,

A DragonSlayer tem uma página desta. Não lembro se é par ou impar. Mas toda edição ela tem uma página explicando o que é RPG e os principais jogos d20 em circulação no mercado Brasileiro.

Gilson disse...

Que furada minha... Olha que quase sempre dou uma folheada. Esta página deveria estar em mais destaque então, visando o público que pretende conhecer o RPG. Fica a observação, bem como os dados sobre o acesso no Brasil.

Obrigado pela informação. Irei às bancas em breve.

Gilson

Michael Wevanne disse...

bem, simulador, tambem tem uma questao:

a revista eh especializada. nao tem como voltar-se (alem do mais basico, como jah eh feito) para pessoas que nao fazem parte do publico fixo da revista.

e por falar nisso em publico iniciante, a dragonslayer dedicou boas paginas da ultima ediçao para material voltado a iniciantes. refiro-me ao artigo sobre a serie fighting fantasy (antigo "aventuras fantasticas"): regras basicas (beeem basicas mesmo!) e ambientaçao.

"apesar da ineficacia". nao entendi (e nem sei se concordo) com a afirmaçao.

Michael Wevanne disse...

(um add ao comentario anterior: nem sempre revistas especializadas precisam apresentar materia para leigos... eh como escrever para a scientific american explicar fisica basica para os bur... digo, para despertar interesse em outras pessoas).

Gilson disse...

Michael, é mais por uma visão social da coisa toda.

"Somos a única revista de RPG no Brasil, gostamos do jogo, queremos criar novos jogadores, além de atender bem nossos fiéis leitores".

Mas pode ser, como apontei ao final,

"Somos a única revista de RPG no Brasil, gostamos do jogo e queremos atender bem nossos fiéis leitores".

A "página-chave" ou "página-mágica" viria em todas as edições, nas primeiras páginas, em minha visão de possibilidade de conquistar novos jogadores, não em matéria esporádica.

Abraços!

Gilson

Gilson disse...

João, dei uma folheada numa banca e não encontrei. Farei de novo com mais calma ainda.

Gilson

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